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Tenho errado muito ao longo da minha vida.

Estranhamente não são raras as vezes que dou por mim parada a pensar nos erros que tenho cometido.
Seja por imaturidade teimosia convicção ou os de aprendizagem dos mais básicos aos obrigatórios todos sem excepção foram uma aprendizagem. Alguns são injustos, não diria traumatizantes mas com um preço demasiado caro.
Não penso neles com tristeza até porque a incapacidade de voltar atrás não me deixa margem para isso. E pergunto-me mesmo se tivesse a oportunidade de fazer tudo de novo se não cometeria os mesmos erros e as mesmas faltas.. Afinal foi tudo isto que me trouxe aqui e fez de mim a pessoa que sou hoje.


O ser humano é na minha opinião uma “obra prima” com muitos defeitos... Um deles é a incapacidade de não poder voltar no tempo... Não poder refazer caminhos redefinir prioridades e avaliar consequencia depois das atitudes tomadas.

A desculpa é sempre tão relativa... Depois de feito e das palavras ditas existem desculpas que apenas vão camuflar o que está feito..
Irrita-me solenemente esta minha incapacidade de ser razoável esta minha imaturidade racional.

A minha maior frustração é guiar-me sempre pelo coração pelos estados de alma e raramente pela razão. E afinal amor, ódio, amizade, paixão, vingança, irracionalidade não mexem como o nosso racional e com o emocional?
Vinte e um gramas é o peso que uma pessoa perde no momento da morte. É o peso da nossa alma dizem... (excelente filme 21 gramas) eu acredito que todos sem excepção tem  alma e (estados de alma) uma coisinha tão leve influencia tanto o comportamento, pelo menos o meu.


Existem erros que não me soam a válidos. Nesta complexidade a que chamamos de vida.
 É certo que já errei muito, é certo que irei errar ainda muito mais, mas também não é menos certo que no meio de tantos erros tenho acertado muitas vezes. E se hoje à distância consigo reconhecer que errei isso faz de mim uma pessoa consideravelmente mais atenta. Só não comete erros quem nunca viveu ou fez "merda" nenhuma na vida ... . Eu não gosto de errar mas também não me assusta, é a única maneira que tenho para aprender a não cometer duas vezes o mesmo erro.


Afinal quem é que nunca errou?
Conseguem imaginar um mundinho sem erros, “perfeito”. Alegria, felicidade, delícias e prazeres. Sem maldade tristeza dor ou morte, sem dúvidas ou perguntas...era uma vida chata sem convicções emoção ou adrenalina, sem futuro... Um mundo de pessoas chatas e frustradas.
São os erros que nos fazem crescer e mudar atitudes e caminhos.

 

Quem diz que não comete erros e se intitula "perfeito" não pode mudar e só os burros não mudam!
Dizem que o grande erro de Noé foi que ele colocou na "arca" apenas dois animais de cada espécie, mas quando chegou a vez dos burros deixou-os entrar a todos....
Errar é próprio do ser humano que nunca cometeu erros é que é um verdadeiro erro da natureza.
Para evitar confusões digo desde já que não considero ser um erro ter errado tanto. O maior erro que eu   poderia cometer na vida era passar por ela   com medo de cometer erros.

 

E afinal o que é o certo e o errado? Qual é o critério de avaliação, é igual para todos?

 

(Lembrei-me dos erros porque hoje não posso errar nas minhas decisões)

 

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publicado às 09:39


Pura maldade

por R.Cheiros, em 04.06.08

 Antonella Cinelli segreti2.jpg

Não me apetece trabalhar... Não me apetece e pronto.

Não prejudico ninguém muito menos o erário público. Como ninguém me paga ordenado logo não tenho que dar satisfações a ninguém. O meu trabalho também ninguém o faz o que quer dizer que mais cedo ou mais tarde me volta a tocar à mesma que é o mesmo que dizer : a mim. Assim como assim hoje implantei o meu dia de descanso.

Ainda há poucos minutos confidenciava a um amigo que hoje me apetecia fazer uma asneira!
-Que asneira? O sorriso dele não deixava prever boa coisa :) mas não é nada de transcendental.

Hoje deixo tudo como está... Não mexo nem mais um papel. Pego na minha mala fecho a porta do gabinete e vou escada a baixo saltando dois degraus de cada vez...

Cruzo-me com o (.........) olha para mim com ar apalermado. -aconteceu alguma coisa? -Já vais?. -Problemas meu caro, só problemas.. e viro costas.

Minutos antes uma conversa ao telefone, onde por vezes a coragem é maior, esta frase (um de nós está no sítio errado) deu origem a um convite – pega no carro e vem ter comigo.

Chego a casa e vou preparar um banho não sem antes escolher o meu melhor vestido... Que coloco cuidadosamente em cima da cama depois de também escolher os sapatos a condizer.

Já de roupão vestido resolvo que me vou maquilhar a preceito hoje quero e sinto-me particularmente bonita. Já vestida chegou a hora de me pentear hoje vou fazer uma coisa diferente...

Apetece-me mudar. Prendo o cabelo e deixou uns quantos fios fora do lugar para não parecer muito certinho, brincos pequenos porque vou com o cabelo preso umas gotas de perfume e vualá...

Depois de 30 minutos de viagem chego à fortaleza foi o destino escolhido este restaurante do chincho.

Pelo modo como me olhou senti-me linda. (para não dizer a ultima coca loca do deserto).

Cumprimentamo-nos com um olá e um beijo suave no rosto.

Depois de umas quantas palavras trocadas fizemos o pedido para mim peixe: Salmonete salteado com funcho, boa de milho e fígado de salmonete e azeitonas. Para ele: Perdiz assada com uvas e cogumelos selvagens tudo acompanhado de um bom vinho. 

A música já envolvia o ambiente. Convidou-me para dançar...

Esta noite senti-me no céu com tanta gentileza.Voltamos à mesa e peço desculpa porque me esqueci do telemóvel no carro... -Dois minutos e já volto.

Cá fora respiro fundo e penso em tudo isto... Sorrio sozinha e penso: Sua maluca..

Voltar para dentro...questionei ir ou não!

No entanto, a dúvida já estava instalada e como também não gosto de dar parte fraca, penso fazer a única coisa possível, envio uma mensagem, sob a forma de brincadeira, a pedir a confirmação do que já sabia...”

- Estás à minha espera, ou posso partir?”

Claro que não o fiz.!!

Muito menos ia e assumir até ao fim o que eu sei que começou como uma provocação e brincadeira Não sei se ele esteve à espera muito ou pouco tempo ou se me procurou lá fora...Pensou de certeza que acabei por me acobardar.
A verdade é que se ele soubesse a minha vontade de ir, esta historia tinha sido pura maldade.
Vou mas é trabalhar que a minha imaginação hoje está solta.

 

(Oferta para o (J ...)
 

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publicado às 17:05


Violência

por R.Cheiros, em 03.03.08
 

Não há muito tempo assisti a um funeral e verifiquei atónita (ou talvez não) que os que mais choravam o defunto, além da sua mãe e irmãos, não era a família mais íntima, mas sim um ou outro conhecido que se cruzava com o defunto uma vez por outra.

 

E fácil de explicar, o morto (que já vai tarde) tinha por hábito de praticar todo o tipo de violência em casa.

 

Pelo tipo de reportagens que existe sobre violência doméstica, parece que o casamento está a pontos de se transformar numa das nossas instituições mais perigosas.

 

Temos o hábito de falar nas coisas em dia assinalados mas na realidade pouco tempo depois quando se ouve uma notícia sobre o assunto é tão indiferente como se fosse um dado adquirido: tem que ser assim.

A violência doméstica converteu-se na causa principal de agressões a mulheres entre os 15 e os 60 anos.

O aumento da violência faz apenas parte de uma história mais longa, e tem sempre motivos dúbios, a violência doméstica é uma condição aprendida e uma consequência de um fracasso na identificação masculina, os homens batem nas mulheres, porque o viram fazer nas suas próprias casas ou porque não foram ensinados a respeitar a mulher como um ser humano igual, por cobardia, ignorância.

Refiro-me aos homens porque é muito mais comum , existem mulheres agressoras embora em menor número, e é igualmente condenavel.

Claro que é necessário que se dêem informações sobre os números reais do abuso, maus tratos, violência ,etc. , mas acho detestável a forma como estas notícias são tratadas, um sensacionalismo que acho francamente perigoso.

 

Cada vez há mais notícias, por exemplo de” cavalheiros” que dão pancada nas suas legitimas (e continuara a havê-las penso) se essas notícias não começarem a ser redigidas de forma menos escabrosa e de como a  impunidade vence  nada vai mudar.

 

A tese de que a violência domestica pertence exclusivamente ao sexo masculino é completamente errada.

 

A agressividade pertence aos dois sexos.

Mas que conste (Em geito de graça ao talvez não...)que nós também contra atacamos embora mais subtil, mais feminina (note-se a ironia) mas cool .... Com mais glamour, vá lá.

Parece-me a mim que que está a parecer outro tipo de mulher que....está a tentar virar o jogo.

 

Malvadas...? Claro que não.

Só começamos a criar garras, hoje uma em cada três mulheres usa unhas pintadas de vermelho -negro, pior ainda apresentamos as unhas dos pés pintadas dessa cor e se possivel calçamos umas sandálias do mais louco que há para as mostrar, lol.

 

Mas digo isto (porque em pequena ouvia dizer que uma mulher decente não pinta a unhas dos pés,convem dizer que já tenho uns anitos..)

A pergunta é o que levou as mulheres a porem em destaque as suas garras num tom que há alguns anos trás nenhuma mulher sensata (que eu não sou) se atreveria a mostrar?

 

Uma cor de prostituta, de bruxa, de mulher fatal, tão malvada e tão sangrenta. Porque ao fim e ao cabo não se chega a lado nenhum sendo uma boa menina.

 

Um exemplo (porque todas já ouvimos falar delas)Madona ,Courtney Love ,Sharan Stone todas arrastam a reputação de mal-educadas teimosas exigentes, umas autênticas cabras. E, se virmos como lhes correu a vida, parece que melhor que temos que fazer é ser péssimas.

 

Porque as meninas boas essas casam adoram os maridos e cuidam do lar e dos seus filhos, e habilitam-se a levam porrada...(não estou a generalizar claro)

Essa rapariguinha que vimos na tv na semana passada, com pinta de ser mais boazinha que os anjos, a pobre, essa a quem o namorado bateu, o mesmo namorado que ninguém prendeu apesar de ela ter comunicado as autoridades as repetidas agressões, o namorado que acabou por a matar....,a essa rapariga as coisas não correram bem.

 

E não era só maltratada por o namorado como por a justiça ,que fez orelhas moucas aquela pobre rapariga.

Gostaria de acreditar que a escolha da cor das unhas reflecte um sentimento profundo que começa a germinar no inconsciente colectivo.

 

Ainda não somos tão más como deveríamos (não assediamos os colegas (não muito  )no escritório, não batemos nos nossos namorados não os obrigamos a estar caladinhos e levantar a mesa..) vejam lá.... ,mas tem que se começar por algum lado...

 

Tambem se pode brincar a falar de coisas serias..

Alguem é servido...

 

 

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publicado às 11:56


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