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No meu tempo...
 Ele pensou  nessa frase,... O começo do discurso sobre comportamentos que desfiou para o filho, horas antes de sair de casa.
Estava a conduzir  a caminho do trabalho quando, parado no sinal vermelho, observou  um grupo de jovens adolescentes que atravessava a rua.  Rapazes  com as calças largas, um número bem maior que o corpo pedia , descidas, mostravam  as cuecas e raparigas  com as calças tão apertadas que pareciam não conseguir respirar, no mínimo um numero  a baixo, deformavam  o corpo ainda em formação.
 
Bem, esse, por certo, era é o  tempo deles...
 O tempo do “por que não...?”, sem entoação de pergunta e sim de uma afirmativa categórica.
 De fato, no tempo "dele" , esse “porque não!!!”, era a resposta e também o ponto final.
 
Constatou então, que a gramática havia mudado e nesta nova, os pingos nos “is” caíram, de vez, em desuso.
Lembrou da conversa  que tivera com o filho naquela manhã. Enquanto falava sobre o mau comportamento dele na escola e em família, o garoto expressava-se com monossílabos ou vocábulos em inglês.
 
Sentiu-se como numa   sala de conversas (chat) da internet. Com a sensasão de já  ter ultrapassando o número de letras permitido, onde já não adiantava insistir na mesma tecla.
Lá ia o seu filho, mochila as costas, pedaço de pão na mão, com um "anel" no  nariz   a "digitar" no ar um grande “FUI!” ...Como que a  bloquear o acesso a visitantes indesejável.
 
Ficou travado, no ecran  daquela cena, até então. Era como se o cursor do rato  estivesse congelado na sua cabeça. Deu-se conta que repetiu a mesma frase que o pai lhe dissera há tantos anos atrás:
“No meu tempo era assim e não assado”.
 
E uma sensação de impotência instalou-se-lhe   na  alma. Acaso não tenho  mais  tempo?
Então onde o perdi?
Só podia tê-lo perdido... pois não o vi terminar!
O que faz o tempo do "meu " filho não ser o "meu" também? Afinal, só havera  realmente, um tempo na vida? O tempo dos jovens?
 
Quando ele dizia: “no meu tempo”, parece que, automaticamente, um botão o tirava de circulação, limitando-o a um tempo que já se passara há muito... Mas, ao levar  a mão ao peito, o que era aquilo que ainda reconhecia a pulsar? e a pontada de expectativa diante do que tinha por viver?
Dos sonhos que ainda não haviam se tornado realidade... Dos planos esboçados num guardanapo  de papel  no café da manhã, ainda à pouco...
 
Aqueles jovens que atrevessavam  a rua carregavam a mesma atitude que um dia tivera. Um olhar indiferente para os adultos há  sua volta. Um ritmo novo no andar, como se afrontassem o silêncio dos comedidos, com seus passos sem pressa de chegar.
 
Talvez por que chegar não fosse tão interessante quanto era o passeio... Isto "ele" lembrava-se de  ter sentido, mesmo que não concebesse que o tinha  sentido na época. Mas agora, sob a calvície adquirida pela idade, de homem que vive a correr  atrás do futuro e deixa o presente sempre no passado, o pensamento naquela sensação quase a trouxe de volta e por pouco não deixou o carro para seguir a pé...É  que  o  que o acorrentava àquele banco era, talvez por ironia do universo  o tempo. ..
Esse roteiro pontual da vida que nos põe adiante.
 
Sinal verde. Era hora de cumprir o tempo. Viu os adolescentes desaparecerem , no outro lado do passeio , no meio do ir e vir dos transeuntes e assentiu para si mesmo em concordância com o fato de que eles também precisavam seguir, mesmo sem perceberem que a alegria era trilhar o destino e não tê-lo prontinho na próxima parada.
 
Alguns minutos depois, chegou no escritório de contabilidade onde trabalhava.
Olhou o "tempo" na parede, estava na hora: deu o bom-dia de todos os  dias. Retomou o trabalho de tantos dias. Recebeu a incumbência do dia. Tomou o segundo café do   dia. Meio-dia comeu o prato do dia. Fim do dia deixou tudo em dia e  preparou-se para retornar a  casa que comprara um dia a prestações, que  se estendem até hoje , mas que são debitadas na  sua conta, automaticamente, no dia do vencimento. .
 
Então, como um balde de água fria, despertou  de todo o cansaço do expediente, enquanto procurava pelas chaves do carro, no estacionamento da empresa, chegou á conclusão   de que seu tempo não havia acabado.
A cada dia, ele estava lá a construir  o dia seguinte, possibilitando o amanhecer. Por que então aquele tempo não era seu?
Quem de fato o fazia acontecer?
Sorriu ... E ainda a sorrir  seguiu para casa, sem pressa, sem horas.. conduzia  o carro no tempo que agora voltara a ser dele.

 

O passado fugiu, o que esperas está ausente, mas o presente é teu. O teu tempo... Vive-o
(Provérbio árabe)

 

Miguel ,gracias

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publicado às 21:30

Já não é de hoje que  as mulheres "mais velhas" (40 a 50) fazem as delícias e povoam as cabecinhas  da malta mais jovem. Claro que não podemos generalizar, até porque não existem duas pessoas iguais apenas gostos semelhantes…e gostos são gostos, não é? Mas as vezes é difícil entender o que se passa naquelas moleirinhas! Uma coisa é certa, aquela velha máxima (muito machista por sinal) de trocar uma mulher de quarenta por duas de vinte parece que foi chão que já deu uvas...
Parece que de um momento para o outro surgiu por ai uma “praga ” de homens mais novos interessados em mulheres mais velhas. Algumas com idade para serem mães deles..
 Olham descaradamente insinuam-se é notório o interesse de alguns “miúdos” por mulheres mais velhas.
A verdade seja dita que algumas mulheres (mais atentas) já perceberam o interesse que despertam nos homens mais jovens. O  poder que podem exercer, e, se bem exercido ..Ai, ai são trocas e baldrocas, altas engenhocas que elas sabem inventar (Hei!), são palavras doces (ocas?) faz orelhas moucas e o resto da canção não me lembro muito bem, por isso é melhor não inventar mais. O charme , o andar, a gesticulação e a forma de estar, acaba por ser um belo cartão de visita. A segurança que transmitem influencia de sobremaneira e acaba por ser o cheque mate, é algo mais que o peso da idade, e essa passa a ser o que menos importa.

 

A Susana tinha 25 anos e namorava o Mário de 28. Era habitual passarem imenso tempo com os pais  dele na casa do Meco e com amigos dos pais. Era o caso da Helena uma morena de 46 anos colega de trabalho da mãe. A Helena era presença habitual aos fins-de-semana (para aproveitar a piscina) sozinha ou acompanhada com algum amigo.
As vezes a Susana sentia um certo desconforto sempre que o Mário e a Helena estavam juntos. Quando ela o abraçava ou tratava como se fosse mãe dele.
Mas pensava sempre que era coisa da sua cabeça…
Apesar da helena ser uma mulher bonita e se vestir de forma jovem e até ousada. Afinal aquela mulher tinha idade para ser mãe dele, sempre eram 18 anos de diferença de idade. E portava-se como uma mãe para ele, preocupava-se se estava doente e até o ajudava com as namoradas.
Era sexta feira, mas a Susana e o Mário tinam combinado encontrar-se no sábado, ela ficou de ir ter lá a casa. Como ela sabia que os pais dele tinham ido viajar e resolveu fazer uma surpresa. Em vez de tocar a porta entrou pelo portão que dava para o jardim nas traseiras. Viu o Mário e a Helena e não teve a menor duvida do que estavam a fazer…! Aos gritos, de que nunca mais o queria ver, atirou-lhe uns vasos de plantas cheios de terra para dentro da piscina.
Isto foi há dois anos e ao que contam ainda namoram( o Mário e a Helena)

 

Não quero questionar as  razão das preferências de cada um, mas…
Já ouvi explicações tipo: São mais confiantes directas e independentes, sabem o que querem, se gostam entram de cabeça, mesmo sabendo que correm riscos. Se não gostam, fazem questão de o deixar bem claro!
Não fazem dramas, são mais assumidas na cama e não tem vergonha de ficar nuas.  no “jogo” da conquista como no sexo , elas sabem escolher os momentos certos de forma a retirar o melhor do momento, se não para os dois, ao menos para si!

Uma mulher mais velha  sabe o que quer, não necessita de se afirmar, não receia o próprio corpo e possui uma ginástica mental que upa upa... Muitas outras mais novas  ainda andariam a fazer contas de cabeça ou a contar pelos dedos… Afinal, o que teme uma mulher que muito provavelmente já experienciou "tanta" coisa, não recear o que quer que seja. A fase dos medos e da inconstância já se foi faz tempo..!
E isto tudo será verdade?
Ou eles procuram a figura da  uma mãe..?
 
Uma pessoa que conheço muito bem tem um relacionamento com uma mulher mais velha e diz-me que é só vantagens.
Ela não me encosta á parede com interrogatórios cerrados sobre o que fiz ou deixei de fazer durante o dia a quem telefonei e porque cheguei tarde a casa.
Não faz cenas de ciúmes e dramas por tudo e por nada. Está mais  ocupada em viver a vida dela do que entrar nestes joguinhos ridículos.
Mas a melhor mesmo é está: Sei lá… talvez seja das hormonas, as mulheres mais velhas atraem-me como mel..
 
E elas… o que é que vêem nos homens mais novos?
Das duas três. Um pouco de tempo bem passado e é só isso que querem, tirar uma “lasquinha” como diz uma amiga minha, então tudo bem.
Agora se o que procuram é uma relação séria, aí é que a “porca torce o rabo”….

Mas também depende das respectivas de cada uma.

Elas  com outra experiência de vida outra  sensibilidade, outros gostos, outras vivencias. Quer se queira quer não a realidade é que uma mulher depois dos quarenta vê a vida e tem outros objectivos e gostos que não tem um homem de vinte e tal, sejamos razoáveis!

Como lidar com isto? Com  a necessidade premente que eles sentem precisam de tempo e espaço para as suas odisseias (que sabemos muito bem quais são) Discotecas, sair com os amigos, dizer palavrões à vontade, beber mais uns copos, falar de futebol, carros, falar de mulheres e por vezes com elas, para não perderem o jeito… E não nos podemos esquecer do verdadeiro fetiche por horas a jogar  playstation , ginásios, horas intermináveis nos  shopping   a procurar aa calças (Y) ou as sapatilhas (X) tenham dó…!

Modo geral os homens são mais imaturos do que as mulheres ou pelo menos atingem-na muito mais tarde.
Mas é claro que nem  sempre maturidade tem a ver com a idade. Existem por ai muitas “senhoras”  a meter os pés pelas mãos, porque a  maturidade, essa  ficou esquecida lá atrás… nos 20 anos ( que ainda julgam que tem), assim como há aquelas bem mais novas  , que podem dar aulas de maturidade a muita senhora que se diz “crescida”.

Não sei se eles são  sedutores de meia tigela ou de tigela inteira...

 Uma coisa é certa, Há as que  estão conscientes e não estão nem ai… não tiram proveito ou pura e simplesmente não estão para aí viradas, porque isto de viver também convêm saber… e é preciso ter calma, não dar o corpo pela alma como canta o Abrunhosa e há as que têm noção que "mexem" com as hormonas dos mais novos utilizam estratégias e manhas ( dizem que as mulheres até fica bem) e sabem ser astutas o suficiente para os deixar de quatro! E depois, há as que não têm noção ( sim porque também as há) e levam a sua vidinha adiante como se nada fosse!
Eu tenho cá para mim que um relacionamento destes só pode ser físico…pois que mais???
Bom, eu não sei  que é que um “fedelho” pode ter de interessante?


É um mistério o que leva determinada pessoa a gostar de outra. Uma determinada mulher a interessar-se por um determinado homem. Será uma mera questão física, ou serão os comportamentos os gostos e interesses que comandam a mente o desejo e o  impulso?
 

O  que os homens mais novos vêem de mais atraente nas mulheres mais velhas é não se sentirem presos ou  a tão falada "ilusória"  experiência ,não acredito que as mulheres mais velhas tenham um desejo sexual mais apurado ou sejam verdadeiras atletas sexuais que as mais novas, o que pode haver sim, é uma forma bem mais consciente e madura de de estar e se assumir . Quanto há esperiencia...mas algum amor se compadece de experiencia? Essa velha maxima é treta!

 

 

Um dia, mais cedo ou mais tarde, e como nem tudo são rosas.. Quando a mulher ostenta muitos  anos a mais do que o seu parceiro , quantos conseguem aguentar esse "amor"..?

Elas… talvez se encantem com facilidade por um rostinho bonito, um corpinho jovem   com uma novidade, mas é só isso, penso eu de que...

Definitivamente não entendo quem tem  pachorra  para "meninos".

 

 

Moral da história: Eles ,elas...   Sei que é  fácil falar e isto é só conversa.. Mas também sei que temos de tentar ser felizes. Seja lá o que for bom para nós, é o que temos de procurar. Sejam felizes!!!


 

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publicado às 11:00


Hoje falo eu sobre ela... que sou eu.

por R.Cheiros, em 29.09.08

Quando tinha 20 anos, fantasiava demais, somos os donos da verdade, julgamo-nos “imorais” vivemos no mundo dos sonhos e ilusões queremos fazer e viver tudo de uma vez.

 

Depois vem os trinta...Aos trinta é quase quando acontece tudo na nossa vida… aclaram-se ideias, acontecem mudanças porque é a altura que mais se fazem opções. É impressionante como nos tornamos mais intuitivas.


E é curiosa a mudança que aconteceu quando entrei nos 'enta' ; muitas  outras luzes se acenderam na minha cabeça, ideias, outras ideias que se aclararam.Agora conheço-me melhor, estou mais solta, faço o que gosto e como gosto.


Menos pudor, menos preconceito, menos arrogância, de vez enquanto ainda escorrego nas “pedras” do caminho. Mas o que se pode fazer? Já descobri que não sou perfeita e cair faz parte da vida, é errando que se aprende. A seguir a um trambolhão só tenho que me levantar e seguir em frente . E tentar estar bem com a vida...

Eu sei que estou bem quando:Não paro de falar, rio por tudo e por nada, ando com os cabelos a dar a dar, passo os dias com um sorriso na cara, falo com este mundo e o outro.

 

Hoje aos 46 anos  sinto-me bem, entendo-me melhor como pessoa e consigo entender melhor os outros. Entendo melhor a mulher que sou sinto-me melhor no meu corpo e todas as sensações femininas mais ou menos intensas e, o que é melhor, passei a encarar o sexo de outra maneira. Não é a coisa mais importante da minha vida e sim um complemento dela. Também me sinto  mais tolerante mas também mais “cínica” e realista. Deixei  de acreditar em todas as boas intenções, porque de boas intenções está o inferno cheio... Mas ainda acredito no ser humano. Sorrio muito e se me tratam com muita simpatia, volto a sorrir, "flertar"com quem me dá prazer, gosto de pessoas de sorriso franco e de olhar olhos nos olhos.


Hoje sinto-me a gostar de mim. É lógico que o melhor seria ter a mesma carinha dos meus 20 anos o corpinho dos 30 a cabeça dos 46. E também vamos notando e aceitando algumas mudanças, do tipo olhar  e perceber que meu rosto já tem umas ruguitas aqui e ali., mesmo que subtil, que uma celulite aparece por aqui e por ali.:)

 

Mas como isso não é tudo, vivo bem comigo própria, quando me olho ao espelho e gosto do que vejo, quando penso no futuro com o meu mais que tudo, quando beijo e sou beijada, quando sou surpreendida, quando bebo um bom vinho, quando passo horas na conversa com amigos e rio a bandeiras despegadas, quando dou jantares lá em casa, quando me junto com os meus pais e irmãos e falo que me desunho e tem que me mandar calar ou me “expulsão”.Quando visto uma roupa estonteante e me sinto (...) linda:) quando sonho acordada e sinto que controlo o mundo. O meu mundo!

 

Ter sido mãe aos 20 anos foi óptimo, sou uma mãe jovem, amiga, cúmplice, e as vezes exagero mas por amor.

 

Mas ter 30, 40, 50, 60 anos. Não importa, o importante é ser "feliz" e procurar entender que as mudanças fazem parte da vida, e que umas são para melhor, outras para pior, mas sabemos que estas mudanças sempre existiram, em qualquer idade das nossas vidas e não é agora que vamos ficar preocupadas com isso. E é somente um número como 10, 20, 40, 50...não devemos sofrer com isso antecipadamente.

 

As lágrimas também me escorrem pela cara, e existem dias que sair da cama é um tormento. Quando não tenho sonhos, quando deixo que comentários ou pessoas maldosas me incomodem, quando não tenho energia, quando fico meio apáticae perdida , quando certas coisas  me dão o nó no estômago, quando tenho dúvidas sobre tudo, inclusive a minha vida... Quando acordo de mal com o mundo e não estou bem em lado nenhum...quando me apetece largar tudo e começar de novo... Quando o meu mundo parece estar ao contrario...

 

Não sei se acontece a todos, a mim sim porque descobri que não sou perfeita.

Mas apenas tento aproveitar o máximo cada momento e agradecer por estar aqui neste mundo...

 

Felizmente...ando com um sorriso na cara! Não sei se para me convencer.

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publicado às 11:00


Nós mulheres gajas

por R.Cheiros, em 06.05.08

Porque hoje me apetece!! Vou falar de sexo, que é o mesmo que dizer vou falar de mulheres, ou seja vou falar de nós gajas.

Já faz  uns tempitos de venho lendo todo o tipo de blogue de "gajas"que se encontram a nossa disposição, crescem como cogumelos, parece que todos os dias existem 4 ou 5 novos, se não for mais.

Reparo que 99% tem uma coisa em comum (desejo, tesão, sexo..) ou mulheres mal amadas.Não deixa de ser curioso, comparado com blogue masculinos. Os nossos em matéria de sexo batem os homens em largos pontos.(Salvo raras excepções)

Sim, dá-me um certo gozo ler alguns deles, consigo dar umas valentes gargalhadas.

Sinceramente  que me tenho perguntado algumas vezes, se somos um país de mulheres mal "fodidas"ou se andamos todas com as hormonas  á flor da pele?

Possivelmente temos estado escondidas, (presas) claro que a internet veio ajudar muito, aqui podemos ser "tudo", dizer "tudo", por para fora os nossos desejos mais secretos, afinal basta umas fotos ousadas (coisa que abunda por aqui) e escrever umas palavras de fazer corar as pedras da calçada, e pumba, esta feito.

Agora falando muito a serio, o que é que se passa connosco, gajas...?

Será que precisamos tanto de falar sobre as nossas males de amor ? E de sexo de uma forma (vulgar) porque nos faz sentir poderosas...?? Ou é mesmo desejo de por em pratica tudo o que escrevemos e não temos coragem para isso..???

Tenho cá para mim, que este é o nosso lado oculto de "meninas más" que na vida real fica muito aquém do que aqui escrevemos.... Será que estou errada.???

Não tenho assim..... Tanta experiencia de vida, afinal tenho 46 anitos, mas tenho alguma, e de todas as amigas que tenho, parece que ao vivo e a cores nenhuma de nós é assim. E tambem falamos de homens....e sexo. Porque aqui entre nós,muitas mulheres juntas.... Hum, as conversas podem ser sobre tudo..:)).

Curioso  é que  não são só as mulheres mais jovens, na casa dos vinte e poucos anos, trinta, supostamente deveriam ser essas as mais liberadas, as que escreveriam mais abertamente de sexo, (talvez outra geração, questão de mentalidade) pois é completamente errado, que se desengane quem pensa isso.É mais abrangente.

(A fase de que depois dos 40 se morre para a vida está ultrapassada.)

Concordam  comigo que é depois dos quarenta que se começa a viver? ou pelo menos a termos "aquela" segurança....

Só esta connosco quem quer, não fazemos frete, gostamos muito mais de nós, sabemos o que queremos, sabemos dizer não, e a ultima palavra passou a ser nossa.

Chorar só se for de tanto rir.

A calma é das nossas melhores armas.

Aprendemos a conhecermo-nos.

Enfim, estamos na "tal" idade...

A esta hora estão algumas a pensar: Esta tipa é doida o meu blogue não fala de sexo muito menos de forma vulgar.(Existem os restantes 10%) Pois é minhas amigas não fala mas essas mesmo “puritanas” que estão a pensar isso são as que normalmente fazem os comentários anónimos ou ainda aquelas que adicionam tudo quanto é blogue de sexo como amigos. Depois há ainda aquelas ou aqueles fico na dúvida, que enviam e-mails tão brilhantes como eles próprios.

(Um à parte)

"E aproveito para informar que não sou gajo"

Bem.... Vou tomar um  isto é só a minha opinião e vale o que vale!

Fui repescar este post ao meu antigo blogue

 

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publicado às 10:13


Cosmetica da vida

por R.Cheiros, em 21.04.08
 

 

As mulheres estão tão obcecadas em manter-se jovens que preferem acreditar no incrível e gastar fortunas no impensável do que se aceitar.

Hoje em dia os jovens urbanos não fazem a menor ideia de como é um rosto com aspecto de 60 anos, pensamos que parece demasiado velha.

Porque a comparar com qualquer cara sorridente que nos contempla nas páginas das revistas ou do pequeno ecran.

As revistas femininas ignoram quelas que tem mais de 50 anos, ou fingem que não existem, tentam evitar as suas fotografias, e quando não tem outro remédio que seja deixar aparecer as famosas de uma certa idade retocam os seus retratos.

Quantas apresentadoras e jornalistas que aparecem na televisão, ou são jovens ( a imensíssima maioria) ou aparecem caricaturada, ou então então não aparentarem a sua idade.

A mensagem parece-me óbvia: As fêmeas mais representativas da nossa sociedade podem ser visíveis enquanto forem belas e jovens ( ou aparentam sê-lo) mesmo quando trabalharem mal .

Desafio-os a encontrar uma, uma única apresentadora de televisão que apresente cabelos brancos ou mostre sem dissimulação as suas rugas.

E nós mulheres (exceptuando um ou outro milagre da genética) têm cãs ou uma ou outra ruga  desde os 30 anos.

Mas somos ensinadas a esconder (a pintar o cabelo ou a submetermo-nos a operações arriscadas e absurdas, perigosas e desmesuradamente caras) como se se tratasse de estigmas fatais.

Envelhecer é belo ,porque com o tempo adquirem-se experiencias e sabedoria. Apagar a idade do rosto significa apagar a identidade ,o nosso poder a nossa historia. E acho que devia respeitar-se como um acto tão profundo como o orgulho racial ou étnica .

A determinação de uma mulher em mostrar a sua lealdade à idade, ao seu corpo e as pessoas a sua volta.

De momento enquanto amadureço gasto em livros e cds o dinheiro que estou a poupar em plásticas e botox etc.

Hoje a imagem é tudo mas será tão difícil entender que existem corpos e corpos? E que cada um tem a sua beleza.

Sob a ditadura da beleza, e a valorização da eterna juventude para quem já passou da idade, é patente a angústia com as marcas do tempo no rosto e a força implacável da lei da gravidade em todo o corpo, que o faz “descair” literalmente.

Entram em cena o apelo aos botox,e recauchutagens – as cirurgias plásticas que visam criar belezas atemporais e dar aquele "ar de eterna juventude".

Ah, se todos os sabores e dissabores do envelhecimento fossem apenas da ordem do "descair"!

O ponto central é que pessoas velhas em geral são desprezadas e renegadas para o canto até pelas próprias famílias .

Os governos  colocam-nos num saco roto chamado de Terceira Idade, como se fossem um bloco monolítico, e ensaiam algumas políticas, que pouco saem do papel.

Sistematização de direitos das pessoas idosas e dos deveres dos governos, da sociedade e das famílias para com elas.

O aumento da expectativa de vida, a longevidade em si, reconheço como uma conquista.

E o passar dos anos e as marcas do tempo, numa perspectiva histórica da humanidade, de certa forma são inegáveis privilégios

 



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publicado às 11:58


S. D. A. D. I A.

por R.Cheiros, em 02.04.08
Síndrome da Desordem da Atenção Deficitária na Idade Avançada
A todos que já passaram dos 40, um abraço. E quem não passou, não ria e tenha esperança, pois um dia vai lá chegar! Para quem já passou dos 40 ou está com os mesmos sintomas, acabaram de descobrir o diagnóstico desta síndrome.
.

 Explico melhor:

1. Outro dia decidi lavar o carro; peguei as chaves e fui em direção à garagem, quando notei que tinha correspondência em cima da mesa.


2. OK, vou lavar o carro, mas antes vou dar uma olhadinha na correspondência, pois pode ter alguma coisa urgente.


3. Ponho as chaves do carro na escrivaninha ao lado e, ao olhar a correspondência, vejo que tem algumas contas para pagar e muita propaganda inútil, pelo que decido jogá-la fora (as propagandas), mas vejo que o cesto de lixo está cheio.


4. Então lá vou eu esvaziá-lo. Coloco as contas sobre a escrivaninha, mas lembro-me que há um banco eletrônico perto de casa e vou primeiro pagar as contas.

 

5. Coloco o cesto de lixo no chão, pego as contas e vou em direção à porta.

 

6. Onde está o cartão do banco? No bolso do casaco que vesti ontem.

 

7. Ao passar pela mesa de jantar, olho para uma cerveja que estava a  beber. Vou buscar o cartão, mas antes vou guardar a cerveja no frigorifico.


8. Vou em direção à cozinha quando noto que a planta no vaso parece murcha, é melhor por água antes.


9. Coloco a cerveja na mesa da cozinha, quando... Ah! Achei os meus óculos! Estava à procura deles há horas! É melhor guardá-los, já!


10. Pego num jarro, encho-o de água e vou em direção ao vaso.


11. Deixaram o controle remoto da televisão aqui em cima! À noite quando quisermos ligar a TV, ninguém  se  vai lembrar de procurar na cozinha. É melhor levá-lo já para a sala. Mas...

 

12. Ponho os óculos sobre a mesa e pego no controle remoto.


13. Coloco a água na planta, mas caiu um pouco no chão. Deixo o controle remoto no sofá e vou buscar um pano.


14. Vou andando pelo corredor e penso que precisava trocar a moldura deste quadro.


15. Estou andando e já não sei o que é que ia fazer!!!


16. Ah! Os óculos... Depois! Primeiro o pano. Pego nele.


17. Vou em direção ao vaso, mas vejo o cesto de lixo cheio.


18. Final do dia: o carro continua por lavar, as contas não foram pagas, a cerveja lá está, quentinha, a planta levou só metade da água, não sei do cartão do banco, nem onde estão as chaves do carro!


19. Quando tento entender porque é que não fiz nada hoje, fico atônita, pois estive ocupada o dia inteiro!


20. Percebo que isto é uma coisa muito séria e que tenho que ir ao médico, mas antes, acho que vou ver o resto da correspondência...

Desconheço o autor


Desconheço o autor

(obrigado Barros porque será que me envias isto...??)




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publicado às 14:52


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