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Caganças

por R.Cheiros, em 14.07.09

Presunção e água benta cada um toma a que quer, essa é que é essa.

 

Eu acho que nem tenho o habito de falar sobre coisas pessoais, e o que ou outros pensam de mim também me passa completamente ao lado.

 Mas hoje apetece-me falar de orgulho e de um assunto bem pessoal.

Bom por falar em orgulho … alguém sabe o que é sentir orgulho á seria?

Bom no meu caso foi assistir ao meu “rico” filho a apresentar uma tese perante alguns ilustres e a ser aplaudido …

Ok, confesso estava de tal maneira orgulhosa que não me cabia um alfinetinho no cú.

Caganças é o que é…

Todos tem direitos ás suas, é ou não é??

 

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publicado às 11:43


E se de repente..

por R.Cheiros, em 06.07.09

Tocar o telefone as 4 da manhã que me faz acordar em sobressalto (que isto de ter filhos “morcegos” noctívagos não é pêra doce…)

Atendo com um sim “baixo”  pelo adiantado da hora.  

Do outro lado está um tipo, ainda por cima do norte… Não me deixou nem “piar” ,e  começa a desfolhar o rosário com aquele sotaque fascinante a desfazer-se em elogios ( comecei irritada mas o que me fartei de rir..)   que eu era muito querida, o  amor da vida dele, uma mulher fascinante , do  mais  quente e sensual!

E dizia ele, que me conheceu “doutras andanças” …

E eu àquela hora a pensar,  em que andanças andaria eu metida para conhecer um estranho que de repente me diz que está apaixonado por mim…

Olhem que eu de sensual não tenho nada..!

Eu bem tentei dizer que não, ó homem você esta enganado no numero..

Mas ele não me dava atenção, cá para mim o gajo não estava com os copos estava com a garrafa inteira…

Para completar a festa, o meu “mais que tudo” que acordou com o barulho e com um humor “canino”, arremata com está:

Esse gajo não dorme nem deixa dormir… diz-lhe mas é para vir para casa!

What….??? Não querem lá ver que estes se conhecem…!

(Na realidade eu percebi que se estava a referir ao filho.)

Moral da história acabei por perder o sono  e passar o resto da madrugada pensar quem seria a “felizarda “ que perdeu esta preciosidade de telefonema..

 no ilustre desconhecido que animou a minha noite ou os meus sonhos .

É que as vezes acontecem coisas tão insólitas que parecem sonhos ;)

 

 

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publicado às 23:38

No meu tempo...
 Ele pensou  nessa frase,... O começo do discurso sobre comportamentos que desfiou para o filho, horas antes de sair de casa.
Estava a conduzir  a caminho do trabalho quando, parado no sinal vermelho, observou  um grupo de jovens adolescentes que atravessava a rua.  Rapazes  com as calças largas, um número bem maior que o corpo pedia , descidas, mostravam  as cuecas e raparigas  com as calças tão apertadas que pareciam não conseguir respirar, no mínimo um numero  a baixo, deformavam  o corpo ainda em formação.
 
Bem, esse, por certo, era é o  tempo deles...
 O tempo do “por que não...?”, sem entoação de pergunta e sim de uma afirmativa categórica.
 De fato, no tempo "dele" , esse “porque não!!!”, era a resposta e também o ponto final.
 
Constatou então, que a gramática havia mudado e nesta nova, os pingos nos “is” caíram, de vez, em desuso.
Lembrou da conversa  que tivera com o filho naquela manhã. Enquanto falava sobre o mau comportamento dele na escola e em família, o garoto expressava-se com monossílabos ou vocábulos em inglês.
 
Sentiu-se como numa   sala de conversas (chat) da internet. Com a sensasão de já  ter ultrapassando o número de letras permitido, onde já não adiantava insistir na mesma tecla.
Lá ia o seu filho, mochila as costas, pedaço de pão na mão, com um "anel" no  nariz   a "digitar" no ar um grande “FUI!” ...Como que a  bloquear o acesso a visitantes indesejável.
 
Ficou travado, no ecran  daquela cena, até então. Era como se o cursor do rato  estivesse congelado na sua cabeça. Deu-se conta que repetiu a mesma frase que o pai lhe dissera há tantos anos atrás:
“No meu tempo era assim e não assado”.
 
E uma sensação de impotência instalou-se-lhe   na  alma. Acaso não tenho  mais  tempo?
Então onde o perdi?
Só podia tê-lo perdido... pois não o vi terminar!
O que faz o tempo do "meu " filho não ser o "meu" também? Afinal, só havera  realmente, um tempo na vida? O tempo dos jovens?
 
Quando ele dizia: “no meu tempo”, parece que, automaticamente, um botão o tirava de circulação, limitando-o a um tempo que já se passara há muito... Mas, ao levar  a mão ao peito, o que era aquilo que ainda reconhecia a pulsar? e a pontada de expectativa diante do que tinha por viver?
Dos sonhos que ainda não haviam se tornado realidade... Dos planos esboçados num guardanapo  de papel  no café da manhã, ainda à pouco...
 
Aqueles jovens que atrevessavam  a rua carregavam a mesma atitude que um dia tivera. Um olhar indiferente para os adultos há  sua volta. Um ritmo novo no andar, como se afrontassem o silêncio dos comedidos, com seus passos sem pressa de chegar.
 
Talvez por que chegar não fosse tão interessante quanto era o passeio... Isto "ele" lembrava-se de  ter sentido, mesmo que não concebesse que o tinha  sentido na época. Mas agora, sob a calvície adquirida pela idade, de homem que vive a correr  atrás do futuro e deixa o presente sempre no passado, o pensamento naquela sensação quase a trouxe de volta e por pouco não deixou o carro para seguir a pé...É  que  o  que o acorrentava àquele banco era, talvez por ironia do universo  o tempo. ..
Esse roteiro pontual da vida que nos põe adiante.
 
Sinal verde. Era hora de cumprir o tempo. Viu os adolescentes desaparecerem , no outro lado do passeio , no meio do ir e vir dos transeuntes e assentiu para si mesmo em concordância com o fato de que eles também precisavam seguir, mesmo sem perceberem que a alegria era trilhar o destino e não tê-lo prontinho na próxima parada.
 
Alguns minutos depois, chegou no escritório de contabilidade onde trabalhava.
Olhou o "tempo" na parede, estava na hora: deu o bom-dia de todos os  dias. Retomou o trabalho de tantos dias. Recebeu a incumbência do dia. Tomou o segundo café do   dia. Meio-dia comeu o prato do dia. Fim do dia deixou tudo em dia e  preparou-se para retornar a  casa que comprara um dia a prestações, que  se estendem até hoje , mas que são debitadas na  sua conta, automaticamente, no dia do vencimento. .
 
Então, como um balde de água fria, despertou  de todo o cansaço do expediente, enquanto procurava pelas chaves do carro, no estacionamento da empresa, chegou á conclusão   de que seu tempo não havia acabado.
A cada dia, ele estava lá a construir  o dia seguinte, possibilitando o amanhecer. Por que então aquele tempo não era seu?
Quem de fato o fazia acontecer?
Sorriu ... E ainda a sorrir  seguiu para casa, sem pressa, sem horas.. conduzia  o carro no tempo que agora voltara a ser dele.

 

O passado fugiu, o que esperas está ausente, mas o presente é teu. O teu tempo... Vive-o
(Provérbio árabe)

 

Miguel ,gracias

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publicado às 21:30


O sonho...Oxalá se cumpra!

por R.Cheiros, em 11.02.09

O sonho comanda a vida, dizem...

Uma coisa é certa todos nós sonhamos!
A dormir ou acordados ... Mas nem todos têm a capacidade  de sonhar acordados ,já a  dormir é uma experiencia que todos vamos tendo,apesar de muitas vezes não nos lembrarmos dos sonhos.


"Freud" parece que foi um dos grandes pesquisadores sobre sonhos e tinha um um conceito muito próprio: Quando a pessoa dorme a mente adormece e o subconsciente desperta. E quando acordamos,da-se a troca a mente acorda e a subconsciente adormece. Também concluiu que durante o sonho todos os nossos desejos frustrados, emoções, pensamentos que não foram liberados durante o dia são libertados pelo inconsciente. Isso é que é são os sonhos segundo Freud.

 

Qual será a causa dos sonhos? E Porque é que temos por vezes sonhos tão estranhos?
Eu tenho tido  sonhos estranhos... 

Ultimamente tenho alguns sonhos que se repetem, nem todos com a mesma clareza mas todos eles incluem os mesmos personagens.. (crianças)
Mas este ultimo, parecia tão real... Parecia um recado..Com palavras e imagens, acção e confesso que gostei. Ponho-me aqui a divagar qual será a causa deste sonho..? serão  ciclos de vida desejos do inconsciente?


O “lugar” era a minha casa, sim conhecia-o bem...

Eu estava na cozinha a fazer um bolo de chocolate.. (detesto chocolate) e mexia e remexia em pacotes de farinha e açúcar e sobre a mesa estava uma forma e mais algumas coisas, não deu para definir bem o que era. Eu estava com mais uns 5 anos, a ficar "entradota"

 

A saltitar a minha volta estava uma criança linda, uma menina :) com o cabelo apanhado em dois totós e de bibe quadriculado azul e branco. Completamente salpicada de farinha e chocolate.

Não aparentava mais de 4 anos, e ela disse-me:

 

- Avô, agora quero ir brincar lá para fora com a Rita!( Rita é a minha gata)

Eu estava  ocupada no meio daquela tralha toda e disse-lhe:

- Amor, pede ao avô, a avó  tem que acabar o teu bolo.

- Sim, ela concordou e lá foi toda saltitante, ainda a ouvi gritar:

- Avôoo

 

Acordei mas fiquei a magicar nisto... E até agora não consigo tirar esse sonho da minha cabeça pareceu-me tão natural..

 

Eu sei que fui mãe muito cedo e sem convencimentos sei que muitas vezes não passo por mãe do meu filho (com vinte anos e já  alguns trocos...) mas...

E eu quero ser avó? Háaa eu adorava!
Não tenho ar de avó mas sei que dava uma avó fantástica, olha eu tão modesta...;)


Sei que foi um sonho, mas há tantos sonhos que se convertem em  realidade. Oxalá este cumpra o destino.

 

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publicado às 11:00

(Não resisto a partilhar)

 

Este texto foi escrito única e exclusivamente para as mulheres portuguesas, para ser lido e apreciado por elas apenas. Caros leitores, prossigam somente se estiverem de bom humor ou sentirem necessidade de uma auto-avaliação. E se for esse o caso, não levem a mal...

 

Chama-se Manel, é funcionário público e casado com uma Maria Qualquercoisa ou Qualquercoisa Maria. Tem um belo bigode preto, mede geralmente entre 1m60 e 1m70 e pesa mais de 80kg, 50% dos quais acumulados na barriga, portanto é incapaz de usar o cinto na cintura e calçar sapatos com atacadores (a menos que a Maria concorde em apertá-los todas as manhãs).


Pratica desporto aos fins-de-semana, graças à Bola e ao Record, para além das transmissões da SportTV. E não importa que a Maria e os filhos (a Cátia Vanessa e o Bruno Vanderley) estejam mortinhos por vestir os fatos de treino verdes e roxos para irem passear para o Centro Comercial. Enquanto estiver a dar os oitavos de final do campeonato da 3ª liga da Checoslováquia ninguém vai a lado nenhum, "vão mas é à cozinha buscar-me uma bejeca, isto é que é vida!" (desaperta as calças e põe os pés em cima da mesinha de café coberta com um naperon).
 

Todos os dias, assim que chega da repartição encontra as camisas engomadas e o jantarzinho na mesa. Aos domingos almoça em casa da sogra, que "nunca devia sair da cozinha, só lá é que presta para alguma coisa", e janta naquela tasca onde servem uns pezinhos de coentrada e um pudim Flan que não há em mais lado nenhum.


O roteiro cultural do homem português está limitado às exposições itinerantes que de vez em quando passam pelo OlivaisShopping e são de borla. Vai às vezes ao cinema, ao domingo à tarde. "O Estalóne pá... aquilo é que é um artista!"


Detém um considerável grau de informação acerca dos temas da actualidade, mas apenas detém. Não a processa, não a interpreta nem a sabe comentar muito além de "aquele bin laden pá, monhé do caraças, nunca mais lhe rebentam c'a fronha."


Quem ele mais admira no nosso país é o grande Vale e Azevedo, "qual vigarista qual quê, cambada de invejosos!" e a Catarina Furtado (o melhor será não reproduzir aqui os comentário típicos a seu respeito). A nível pessoal, o seu grande orgulho é nunca ter precisado de Viagra, "a minha Maria que o diga, não só cá homem para essas coisas."


Comprou recentemente uma roulote que está no parque de campismo na Costa, cabem lá 5 pessoas e o depósito dá para 5 banhos portanto durante uma semana chega para todos. "Este ano é que vão ser umas férias! Umas belas sardinhadas e um passeiozinho até Espanha. Dizem que Badajoz é muito bonito..."

 

(Mulher .P)

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publicado às 21:51

Ontem alguém me dizia que tudo nesta vida se paga.
Registei, mas dei comigo a pensar nas “dívidas” que possivelmente alguém que amo incondicionalmente pode estar a contrair.
E pergunto-me, e,  a quem as coisas não têm corrido da melhor maneira nos últimos tempos, será que a vida também compensa?"
Se me lembrar das palavras da minha mãe é possível que sim porque dizia ela : "não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe". Dou por mim a sorrir de contentamento, porque se isto for mesmo assim, então eu devo estar quase, quase a entrar na "fase positiva".
Mesmo assim ainda tenho dúvidas de que caminho seguir e para onde eu vou ou como fazer...

 

 Neste meio tempo já pensei que era capaz de  conquistar o mundo, tive sonhos que confesso não eram só meus, construi castelos no ar idealizei e na volta vai-se a ver parece que foi tudo em vão..

Não podemos sonhar pelos outros ou esperar que tenham os mesmos objectivos...

Mas também pensei que não deveria desistir e continuar a fazer valer o meu ponto de vista e os meus objectivos, mas acho que depois de tanto "nadar vou morrer na praia"


Claro que existe o quem espera desespera, e o quem espera sempre alcança, por isso não sei muito bem se devo acreditar nestes ditos populares.
A gente passa a vida a construir sonhos principalmente quando se tratados dos filhos, é ou não é?

Temos por eles um amor cego... Até sabemos os defeitos que tem mas amamos incondicionalmente...

Estamos sempre na linha da frente para o que der e vier...

Crescem, claro que crescem pois se até nós ficamos "velhos".. mas parece que são sempre meninos...

Um dia acordamos e não os conhecemos... Ou se os conhecemos reparamos que se transformaram em alguém que não é exactamente aquilo que idealizamos.
São adultos cheios de vontades ideias e sonhos completamente diferentes dos nossos. Morderninhos e com outros tantos valores que não são pripriamente os nossos.

 

 Eu sei, eu sei que já passei pelo mesmo mas ora bolas não deixo de me sentir frustrada por sentir que tudo o que idealizamos foi por agua a baixo porque a pessoa em quem depositamos todas as expectativas onde jogamos todas as fixas simplesmente não tem os mesmos sonhos e objectivos que nós.

 

Eu sei que as vezes  vejo as coisas só pelo lado negativo.. É verdade que  não  aconteceu nenhuma desgraça do tamanho do mundo (isola, isola, isola...), mas também é verdade que nada me corre bem ou como eu gostaria  pelo menos do meu ponto de vista.


Como é que se diz a um filho desiludiste-me não era nada disto que eu esperava... (mas será que me desiludiu ou simplesmente tem coragem para fazer o que quer)
O que é que se responde perante um desabafo: lamento mãe se não sou o que tu sonhaste mas acontece que tenho vida própria e os meus sonhos.. Por favor deixa-me viver a minha vida !


Ai que saudades do tempo que tinha a certeza que estava na cama dele a dormir e eu me permitia passar por lá a aconchegar a roupa e dar-lhe um beijo do tempo   que me pedia para lhe comprar uns ténis ou para ao acompanhar ao cinema... Saudades das conversas de adolescente...
O tempo passa... e se por um lado sinto um orgulho do tamanho do mundo por ter criado um ser humano bem formado independente consciente e com valores por outro lado não consigo deixar de me sentir frustrada por aos olhos dele a vida não ser como eu a vejo...
Podemos mudar muita coisa nesta vida mas nunca mudar a forma como os outros a vêem.


È verdade que existem muitas pessoas no mundo com problemas muito mais graves do que os meus mas como diz uma amiga minha "pimenta no olhos dos outros para mim é refresco". Estes são os meus problemas e é com estes que tenho que lidar.
 Os  nossos Filhos são como navios: não desapareceram no horizonte, apenas da nossa vista para viverem a vida deles..

Mas é difícil como o caraças... Ser mãe de um homem de vinte anos e uns trocos largos.

Ou será que sou eu que estou a ficar velha e conservadora?!Ou todas as mães são assim..

 
 

 

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publicado às 10:39


Carta ao pai natal

por R.Cheiros, em 13.11.08

 
Não sei se o velhote lá da Lapónia aquele das barbas brancas, já está receptivo a encomendas cartas e afins.
Mas pelo sim pelo não e também com a crise que por ai vai não vá o diabo tece-las e resulte em negas para os últimos a pedir... Por isso deixo-lhe desde já a minha humilde e despretensiosa listinha do que quero para este natal. É que gosto de ser despachadinha. Portanto aqui vai.
 
Querido Pai Natal,
Este ano fui uma menina muito boazinha ou talvez não, mas isso agora também não interessa nada., afinal todos temos as nossas falhas.
Eu sei que não nos conhecemos de lado nenhum...portanto,  vou-me deixar de  lenga lenga  conversa fiada  e facilitar a coisa...  
Deixo aqui a minha listinha organizada e bem arrumadinha. Espero não estar a pedir de mais, mas caso surja qualquer dúvida na identificação dos bens só tens que me contactar....
Possivelmente o que me ficava bem dizer é que não sou materialista não ligo a bens materiais etc etc etc. Que só desejo paz no mundo acabar com a fome acabar com a guerra e viver em amor blá blá blá. (Parece o refrão do Duo Ouro Negro)
Mas como sei que é isso que toda a gente sem excepção te vai pedir, porque são todos muito solidários e bonzinhos e também não te quero sobrecarregar com essa mesma ladainha optei então por ser "materialista"

Estas coisitas que te vou pedir é só mesmo porque tenho que receber alguma coisa pelo natal..


Sem ordem de importância…
- Resistir a pastéis de nata... (Não me empanturrar)
- Que venham mais 27 (daquilo)e podem ser iguais aos últimos
- Que a minha vida se não melhorar também não pior .. (Tem sido generosa comigo)
- Que o meu filho desista do sonho africano
- Que consiga fazer arroz doce no ponto (Nunca acerto)
- Que o meu "mais que tudo"deixe de ser tão perfeccionista (Dá-me cabo dos nervos)
- Que não volte a ter um ataque de nervos sempre que a minha mãe me liga a fazer queixinhas...
- Que os meus gatos deixem de perder pelo... (Já não sei o que fazer)
- Controlar a minha impaciência com os outros

- Que me torne menos consumista ou pelo menos que as botas custem abaixo de 100€
- Que consiga deixar de fumar
- Descobrir quem é o filho da mãe do vizinho que despeja a publicidade da caixa dele para a minha.
- Aprender a pedir desculpa quando for caso disso
- Descobrir uma formula de não perder as chaves do carro constantemente 
- Que o estado me deixe cumprir os meus compromissos (Pagando o que deve as empresas)
- Controlar a minha teimosia e orgulho muitas vezes despropositado

- Acordar de bom humor que se consiga falar comigo nos primeiros 60 minutos depois de acordar
- Um milagre para que a roupa se passa a ferro sozinha
- Deixar de ser tão impulsiva, pensar mais antes de falar...
- Não falar demais, ser menos prepotente e não me irritar com facilidade com os  outros...

- Que o bem que os meus amigos me desejam recebam em dobro
- Que todo o mal que me desejam se triplique nas vidas deles (Esta é a minha parte generosa a falar)


O restante pode ser distribuído por Cd De filmes Dvd de música e livros. E já agora se não for pedir muito que o Sporting seja campeão.

 

E como em toda a carta que se preze existe um (PS) aqui fica o meu

 

PS: Mais três coisitas sem importância nenhuma, o euromilhões porque o dinheiro ajuda um bocado, a minha viagem ao Tibete que está prometida há que tempos... E já agora saúde e amor que dá sempre jeito... 

E faz lá a vontade aos outros todos com a paz no mundo!!!!

 

Saudações natalícias
E até breve.

R.Cheiros

 

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publicado às 10:44

 Era uma vez uma criancinha!!!!

A criancinha quer a Playstation. A gente dá.


A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.


A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.

 

A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas . A gente olha para o lado e ela incha.


A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.


A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.


A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.


Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.Desperta.


É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.


A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.


A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.


A DEVIDA COMÉDIA
Miguel Carvalho
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência
meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em
sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são
«uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha
que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica
traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.
Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as
criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter
do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem
dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho
sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na
casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas
ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas,
das famílias no fio da navalha?
Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao
hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos
congressos e debates para nos entretermos.


(O texto a cima é um artigo publicado na visão online.)

 

...E porque a brincar se podem falar de coisas serias..

É a face mais escondida da violência doméstica: as agressões de filhos contra pais continuam a aumentar em Portugal,


Cada vez mais, idosos procuram o  médico de família para tratar hematomas e desabafar sobre o que os filhos lhes fazem. Pais e mães aterrorizados pela violência que os seus filhos exerciam em casa.
As vítimas por seu lado hesitam, devido há vergonhas que sentem por denunciar os seus próprios filhos e também sabê-los capazes de o voltar a fazer.

 Quando os pais recorrem à justiça para tentar conter o filho, a situação já é muito desesperada.

Em 2007, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) recebeu 390 denúncias de pais contra os filhos O número de queixas subiu 12 por cento em relação ao ano anterior, em que o total era de 349.

Os actos agressivos de jovens com idades entre 18 e 25 anos já representam 20 por cento do total das denúncias registadas pela APAV.

Manuel, o jovem de 15 anos que disparou contra a mãe e o tio, em Vila Meã. “O meu neto é mau e violento”
Maria Manuela Moura decidiu pôr fim a anos e anos de violência do filho único
:"Violência durou 17 anos"


 

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publicado às 09:45


Hoje falo eu sobre ela... que sou eu.

por R.Cheiros, em 29.09.08

Quando tinha 20 anos, fantasiava demais, somos os donos da verdade, julgamo-nos “imorais” vivemos no mundo dos sonhos e ilusões queremos fazer e viver tudo de uma vez.

 

Depois vem os trinta...Aos trinta é quase quando acontece tudo na nossa vida… aclaram-se ideias, acontecem mudanças porque é a altura que mais se fazem opções. É impressionante como nos tornamos mais intuitivas.


E é curiosa a mudança que aconteceu quando entrei nos 'enta' ; muitas  outras luzes se acenderam na minha cabeça, ideias, outras ideias que se aclararam.Agora conheço-me melhor, estou mais solta, faço o que gosto e como gosto.


Menos pudor, menos preconceito, menos arrogância, de vez enquanto ainda escorrego nas “pedras” do caminho. Mas o que se pode fazer? Já descobri que não sou perfeita e cair faz parte da vida, é errando que se aprende. A seguir a um trambolhão só tenho que me levantar e seguir em frente . E tentar estar bem com a vida...

Eu sei que estou bem quando:Não paro de falar, rio por tudo e por nada, ando com os cabelos a dar a dar, passo os dias com um sorriso na cara, falo com este mundo e o outro.

 

Hoje aos 46 anos  sinto-me bem, entendo-me melhor como pessoa e consigo entender melhor os outros. Entendo melhor a mulher que sou sinto-me melhor no meu corpo e todas as sensações femininas mais ou menos intensas e, o que é melhor, passei a encarar o sexo de outra maneira. Não é a coisa mais importante da minha vida e sim um complemento dela. Também me sinto  mais tolerante mas também mais “cínica” e realista. Deixei  de acreditar em todas as boas intenções, porque de boas intenções está o inferno cheio... Mas ainda acredito no ser humano. Sorrio muito e se me tratam com muita simpatia, volto a sorrir, "flertar"com quem me dá prazer, gosto de pessoas de sorriso franco e de olhar olhos nos olhos.


Hoje sinto-me a gostar de mim. É lógico que o melhor seria ter a mesma carinha dos meus 20 anos o corpinho dos 30 a cabeça dos 46. E também vamos notando e aceitando algumas mudanças, do tipo olhar  e perceber que meu rosto já tem umas ruguitas aqui e ali., mesmo que subtil, que uma celulite aparece por aqui e por ali.:)

 

Mas como isso não é tudo, vivo bem comigo própria, quando me olho ao espelho e gosto do que vejo, quando penso no futuro com o meu mais que tudo, quando beijo e sou beijada, quando sou surpreendida, quando bebo um bom vinho, quando passo horas na conversa com amigos e rio a bandeiras despegadas, quando dou jantares lá em casa, quando me junto com os meus pais e irmãos e falo que me desunho e tem que me mandar calar ou me “expulsão”.Quando visto uma roupa estonteante e me sinto (...) linda:) quando sonho acordada e sinto que controlo o mundo. O meu mundo!

 

Ter sido mãe aos 20 anos foi óptimo, sou uma mãe jovem, amiga, cúmplice, e as vezes exagero mas por amor.

 

Mas ter 30, 40, 50, 60 anos. Não importa, o importante é ser "feliz" e procurar entender que as mudanças fazem parte da vida, e que umas são para melhor, outras para pior, mas sabemos que estas mudanças sempre existiram, em qualquer idade das nossas vidas e não é agora que vamos ficar preocupadas com isso. E é somente um número como 10, 20, 40, 50...não devemos sofrer com isso antecipadamente.

 

As lágrimas também me escorrem pela cara, e existem dias que sair da cama é um tormento. Quando não tenho sonhos, quando deixo que comentários ou pessoas maldosas me incomodem, quando não tenho energia, quando fico meio apáticae perdida , quando certas coisas  me dão o nó no estômago, quando tenho dúvidas sobre tudo, inclusive a minha vida... Quando acordo de mal com o mundo e não estou bem em lado nenhum...quando me apetece largar tudo e começar de novo... Quando o meu mundo parece estar ao contrario...

 

Não sei se acontece a todos, a mim sim porque descobri que não sou perfeita.

Mas apenas tento aproveitar o máximo cada momento e agradecer por estar aqui neste mundo...

 

Felizmente...ando com um sorriso na cara! Não sei se para me convencer.

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publicado às 11:00


Quadro comparativo: Jogo da vida.

por R.Cheiros, em 27.09.08

Saudade é das palavras mais bonitas da língua portuguesa e acredito que também das mais utilizadas.. É um sentimento tão próprio e embora tenha o mesmo significado cada um de nós o encara à sua maneira.Eu gosto de sentir saudades….Só se sentem saudades de alguma “coisa” ou pessoas que nos foi ou é importante. 


 Hoje por acaso encontrei uma colega da época da escola. Ela estava com um homem  que deveria  ser o marido ou o  “namorado”.

Continua muito bonita, trazia um relógio  que me chamou  atenção( eu sou fanática por relógios) Não tem  rugas ou tem muito poucas , mas já se percebe um certo  ar de  maturidade próprio da idade . O cabelo com um corte moderno, de ténis e calças de ganga bem justinhas e uma t-shirt  bem janota, achei que lhe ficava muito bem num corpinho muito em forma  e que ninguém diria que já vai a caminho dos c…..  entas!

 

Não perdeu o habito de andar com a caixa das chicletes atrás (tal como eu ) e lá estava ela a morder a pastilha sem dó nem piedade.
Na mão tinha um pacote de ração para gatos. Certamente tem "bichanos" . Algumas coisas que temos em comum.


Estavam na mesma loja em que estava o "meu mais que tudo" e eu, uma loja de informática com uma secção de jogos de computador  e coisas do género.
Saudades… foi a primeira palavra que me lembrei quando olhei para ela.


Existem alturas que gostava e tenho vontade de reencontrar várias pessoas que fizeram parte do meu passado.

Era engraçado fazer um quadro comparativo, pode saber o que restou daquelas “meninas” que tinham a cabeça cheia de sonhos…Que se juntavam para falar de tudo e de nada contar segredos, fazer algumas "asneiras"e que esperavam tanto da vida.


O que sonhava-mos na época em que estávamos na escola?
O que pretendíamos?
Os nossos ideais de certo ou errado ?
Quais foram os acontecimentos mais importantes?
Nesse mesmo quadro, existiria um espaço designado ao presente, registar o que fazemos hoje.
 Continuamos os estudos? Que profissão seguimos? Casamos? Tivemos filhos? Moramos onde? Que ideias mantivemos ? Que sonhos perderam o sentido? Ainda mantemos os mesmos ideais de certo e errado?
E ainda nesse quadro, reservava um espaço para o futuro.
O que pretendemos? O que esperamos dos próximos anos? Teremos netos? O casamento será eterno? Teremos sucesso na profissão escolhida? Mudaremos o rumo?


E por último, o meu quadro teria um espaço para observações a respeito das relações de causa e consequência existente entre os fatos. Que acontecimento importante desencadeou outro que se faz presente agora? Como cada situação nos trouxe até o ponto actual?

A partir disso, o que esperar do futuro?

E, afinal, o que nos colocou frente a frente hoje, nessa loja de jogos? O Jogo da Vida.

 

E já agora por falar em jogo… o meu sonho de ver o Sporting ganhar ao Benfica no primeiro jogo importante da época foi por agua a baixo..
 
 

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publicado às 23:31


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