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Pura maldade

por R.Cheiros, em 04.06.08

 Antonella Cinelli segreti2.jpg

Não me apetece trabalhar... Não me apetece e pronto.

Não prejudico ninguém muito menos o erário público. Como ninguém me paga ordenado logo não tenho que dar satisfações a ninguém. O meu trabalho também ninguém o faz o que quer dizer que mais cedo ou mais tarde me volta a tocar à mesma que é o mesmo que dizer : a mim. Assim como assim hoje implantei o meu dia de descanso.

Ainda há poucos minutos confidenciava a um amigo que hoje me apetecia fazer uma asneira!
-Que asneira? O sorriso dele não deixava prever boa coisa :) mas não é nada de transcendental.

Hoje deixo tudo como está... Não mexo nem mais um papel. Pego na minha mala fecho a porta do gabinete e vou escada a baixo saltando dois degraus de cada vez...

Cruzo-me com o (.........) olha para mim com ar apalermado. -aconteceu alguma coisa? -Já vais?. -Problemas meu caro, só problemas.. e viro costas.

Minutos antes uma conversa ao telefone, onde por vezes a coragem é maior, esta frase (um de nós está no sítio errado) deu origem a um convite – pega no carro e vem ter comigo.

Chego a casa e vou preparar um banho não sem antes escolher o meu melhor vestido... Que coloco cuidadosamente em cima da cama depois de também escolher os sapatos a condizer.

Já de roupão vestido resolvo que me vou maquilhar a preceito hoje quero e sinto-me particularmente bonita. Já vestida chegou a hora de me pentear hoje vou fazer uma coisa diferente...

Apetece-me mudar. Prendo o cabelo e deixou uns quantos fios fora do lugar para não parecer muito certinho, brincos pequenos porque vou com o cabelo preso umas gotas de perfume e vualá...

Depois de 30 minutos de viagem chego à fortaleza foi o destino escolhido este restaurante do chincho.

Pelo modo como me olhou senti-me linda. (para não dizer a ultima coca loca do deserto).

Cumprimentamo-nos com um olá e um beijo suave no rosto.

Depois de umas quantas palavras trocadas fizemos o pedido para mim peixe: Salmonete salteado com funcho, boa de milho e fígado de salmonete e azeitonas. Para ele: Perdiz assada com uvas e cogumelos selvagens tudo acompanhado de um bom vinho. 

A música já envolvia o ambiente. Convidou-me para dançar...

Esta noite senti-me no céu com tanta gentileza.Voltamos à mesa e peço desculpa porque me esqueci do telemóvel no carro... -Dois minutos e já volto.

Cá fora respiro fundo e penso em tudo isto... Sorrio sozinha e penso: Sua maluca..

Voltar para dentro...questionei ir ou não!

No entanto, a dúvida já estava instalada e como também não gosto de dar parte fraca, penso fazer a única coisa possível, envio uma mensagem, sob a forma de brincadeira, a pedir a confirmação do que já sabia...”

- Estás à minha espera, ou posso partir?”

Claro que não o fiz.!!

Muito menos ia e assumir até ao fim o que eu sei que começou como uma provocação e brincadeira Não sei se ele esteve à espera muito ou pouco tempo ou se me procurou lá fora...Pensou de certeza que acabei por me acobardar.
A verdade é que se ele soubesse a minha vontade de ir, esta historia tinha sido pura maldade.
Vou mas é trabalhar que a minha imaginação hoje está solta.

 

(Oferta para o (J ...)
 

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publicado às 17:05


Corpo e alma

por R.Cheiros, em 12.05.08

 E eu que nem gosto de frases feitas..

"...Uns tocam-nos o corpo sem nunca nos terem tocado a alma.... e outros tocam-nos a alma sem nunca nos terem tocado o corpo..."           

 Esta frase persegue-me há três dias desde que a li no livro de um amigo: João Cordeiro.

 

 

(Espero que não me leve a mal )

 

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publicado às 22:50


Seis palavras uma memória

por R.Cheiros, em 01.05.08

Seis palavras que guardo na memória e sempre presente na vida.

Nunca tive heróis muito menos fui obcecada por esta ou aquela estrela e nunca segui modas .(Mas  tenho que confessar que um homem marcou a minha vida!

O meu pai era e é o meu manual de vida. Homem humilde de poucos estudos mas de garra. Ainda do tempo que sapatos eram só ao Domingo e se dividia a sardinha por três porque a fome era "negra".Não tanto por falta de dinheiro mas porque não havia onde comprar. Nascido e criado numa aldeia da beira, aos 14 anos resolveu tentar a sorte completamente sozinho em Lisboa. Lutou muito, casou aos 20 anos. Em pouco tempo tinha 4 filhos para criar. Acho que foi isso que lhe deu um novo ânimo, os filhos que agora dependiam dele. Homem integro e de um carácter sem mácula fez-se sozinho sempre dentro de princípios e valores de honestidade. Não era homem de andar os beijos aos filhos nem aos abraços, mas estava sempre pronto para uma conversa franca e para nos ajudar em qualquer dúvida. Não podia ver os filhos abatidos ou a desistir que tinha sempre uma palavra de incentivo. Hoje este velhote, com apenas a 4ª classe mal tirada (como ele diz) metia e mete muitos  doutorzinhos no “chinelo”. Ria-me quando iam falar com ele (quando ainda estava no activo) e lhe chamavam Sr. Doutor e ele respondia: Quando estive para ser não tive dinheiro para isso agora tenho dinheiro  e falta-me o tempo.Sou formado pela vida. Bom, todas as minhas regras de vida tanto profissionais como pessoais são ensinamentos que ele me deu, todos os valores e princípios que me passou. Ensinou-me a ser humilde sem ser humildezinha a nunca virar as costas à vida .Tudo o que sei devo-o  a ele. Em todas as nossas conversas ao longo da vida sempre me disse para não me esquecer : A palavra vale mais que uma assinatura. E com este ensinamento tenho seguido a minha vida.

Obrigado pai por seres quem és.

Este foi um desafio lançado pela minha amiga coisasdocoracao;uma memória em seis palavras .

Não me levem a mal se não passar a ninguém em particular mas sim a quem se sentir tentado a responder.

(Não sei se o objectivo era este acho que me perdi um bocado e me alonguei.sorry)

 

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publicado às 21:14


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