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  Gostei desta frase de (Dayane Breyer) para o título 

 

Tudo muda tudo se transforma. De facto  vivemos num "admirável" mundo novo. E é  surpreendente.... Pode parece exagero quando se diz que hoje parecemos colones uns dos outros mas não está  longe da verdade … Hoje prima-se mais pela cópia do que pela diferença  é bom ser como o vizinho o primo ou o colega de trabalho. Os mais jovens  quase que se poderia dizem que saíram da mesma linha de montagem e analisados na mesma base de dados tal são as  semelhanças.


O silicone proporciona-nos ser  fêmeas que não deixa nada a desejar aos pneumáticos. 
Se alguém sofre de leve acesso de melancolia   nada que o Prozac ou Saroxat não resolva. A fecundação in vitro esta na ordem do dia. A empresa cor de rosa invade-nos todos os dias com estereótipos da moda e beleza . Os jardins e o  ar puro foi trocado por complexos  equipamentos de ginastica e  os ginásios caríssimos substituem o desporto ao ar livre. A publicidade e som ambiente das grandes superfícies (supermercados ) incluem sublimes mensagens destinadas a induzir-nos a comprar… A televisão oferece-nos concursos e programas de entretenimento altamente duvidosos com vidas de mentira onde por dinheiro tudo é possível até vender a própria mãe ao diabo. O cinema cada vez mais sensacionalista oferece-nos  violência , tórridas paixões  e amores  surreais, ou seja   todo o tipo de emoções fortes sem necessidade de levantar-mos o traseiro do belo do sofá. 


 E, no entanto e atendendo a tudo isto não me parece que sejamos pessoas mais felizes a viver num mundo melhor.

 Há alguns anos atrás, não muitos.. Se nos tinha saído  na rifa ser uma mulher de peito pequeno ou nos resignávamos ou púnhamos enchumaços no soutien. Se um homem não era, digamos abonado de (dito-cujo) mas completamente capaz de erecções, aceitava-o com calma e talvez até se queixasse mas em privado. Actualmente ,recorre-se desenfreadamente aos silicones à prostaglandina  ao viagra e a todo o tipo de fertilizações e daqui a nada até à clonagem.


Mas se existe alguma verdade nisto tudo é que o mundo esta em mudança e estão a quebrar barreiras e tabus .Durante séculos tivemos sob a influencia de uma "religião" que considerava o corpo como cárcere da alma e onde a sensualidade não existia, sexo era para procriar. ( isso não impediu claro está ,que alguns grande senhores se tenham entregue com devoção a grandes borgas e orgias que hoje fariam corar muito boa gente).


O prazer estava proibido à mulher, era visto como um pecado  uma transgressão  com pena de castigos como caldeirões fumegantes e horrorosos suplícios.

Nós pecadoras convictas, conscientes hoje de que o pecado não é nem mais nem menos um “medo” para nos controlar ,e  já conhecedoras do castigo que nos espera ( que é igual ao dos homens  ou seja nenhum) parece-nos lógico que também nós estejamos dispostas a pecar , não tanto como eles… Mas tendo em conta que vamos ser condenadas de qualquer das maneiras, assim como assim que seja por obter algum prazer.

E já algum disse: não existe melhor forma de se amar a si próprio do que aceitar-se a si mesmo e deixar-se levar pelas exigências mais primarias do nosso eu e  amai-vos uns aos outros..:)


Os homens são por natureza mais promíscuos do que as mulheres. É um pouco discutível se a promiscuidade masculina é uma  tendência natural ou não. Há ate quem diga e defenda a teoria de que a monogamia é antinatural .Mas também não o são a televisão, o telemóvel , os  automóveis e até os aviões..? Os homens podem aprender a ser fieis do mesmo modo que aprenderam a  conduzir.
 

E agora pergunto-me eu, e a mulher é fiel por natureza?
A maioria das mulher é ou foi tradicionalmente mais fiel do que os homens. Mas não acredito que esse comportamento corresponda a uma tendência genética, seria mais fácil acreditar que o lugar ideal para um elefante era uma loja de cristais.

Mas também há que ter em conta que esse comportamento se deve a  uma sociedade onde a maioria  das culturas penaliza ou penalizava  as mulheres sexualmente activas.  

Se não vejamos, ainda hoje existem culturas onde se contempla legalmente o homicídio por honra.  Homens que matam as mulheres ou as irmãs ou as filhas adulteras e sabem que podem contar com a conivência da sociedade onde estão inseridos e com a benevolência  da justiça, (e que justiça ..) Em muitos países africanos ainda hoje  se pratica a cliterodictomia .  

Estive a ler sobre isso e uma das explicações é que serve para garantir a fidelidade ao seu futuro marido.

Sejamos lógicos se a mulher fosse monogâmica por natureza, para que seriam necessárias semelhantes barbaridades para garantir uma tendência natural?

 

Se pensarmos bem as fêmeas dos nossos parentes mais próximos os chimpanzés ( pois é são nossos parentes) e dos orangotangos não são propriamente um bom exemplo de castidade fidelidade e bons costumes…mas isto é no reino animal …:)  

No caso das humanas  existem quem diga que estamos destinadas a ser das fêmeas mais promíscuas da espécie animal ,pois somos a únicas que dispomos de um órgão exclusivamente destinado ao prazer, há.. Pois é! O clítoris. Ok eles têm um pénis, mas é "multi-funções". Este, o nosso é destinado exclusivamente ao prazer. Dai que nós mulheres possamos atingir orgasmos múltiplos com mais facilidade..

 

De modo que eu acho que se pode dizer que as mulheres, são por natureza tão promíscuas quanto os homens, mas ao fim de tantos séculos de dominação masculina, aprendemos a auto iludir-nos ou a dissimulá-lo. Mas neste novo milénio algumas de nós começam a tirar a mascara...

Na verdade qualquer mulher pode ser, ao mesmo tempo boa e má, protectora ou agressiva, criadora ou destruidora, adorável com os seus amigos, perigosa com os inimigos, fiel quando decide sê-lo ou uma cabra se lhe der na gana..  Tal qual outro ser humano!  

Mas para muitas de nós a mulher ainda tem que ser como a de César, não tem apenas que ser honesta, mas também de parecê-lo.

 

A infidelidade , há quem viva  obcecada com medo de ser traída/o há quem a pratique sem o menor preconceito e há até quem diga que isso é coisa que não existe, que a infidelidade está na cabeça das pessoas.

Hoje em dia o sexo é um tema banal, todos o praticam todos falam dele e já quase ninguém tem pudor em comentar o assunto.
Mas aqui entre nós, com esta “quebra de tabus” como alguns lhe chamam esta modernice e desinibição mais ou menos explicita, parece que vivemos em uma sociedade bem mais infeliz.. 
 
Não são de agora, os casos de infidelidade sempre aconteceram. Sempre  foi praticada, e escondida a sete chaves .

Quando era masculina, eram rotulados de grandes machos  e possivelmente só o faziam porque não tinham uma mulher de “jeito” em casa, portanto nunca eram culpados. No caso feminino a coisa muda de figura,  infiéis ou imorais sãos os nomes mais simpáticos para as descrever. 
Hoje os limites são mais flexíveis ou estão a ultrapassar-se todos os limites?

Ainda se mantém determinados valores?

Ou o culto do casamento começa a ser cada vez menos usual? 

Tanto  homens como  mulheres (hoje) querem ser livres viver o momento e depois partem, não se inibem na procura de  novas experiências sem ter que dar satisfação.
Isto parece um sinónimo mais do que evidente de que hoje em dia ninguém se quer prender a ninguém..

Eu ainda acredito que nem todos pensam assim, ainda existem aquelas e aqueles que o casamento fidelidade e compromissos são coisas “sagradas” por muito que se modernize..


As vezes procuram e não sabem bem o que...  perfeição, sensação de perigo ou é 
aquela  velha máxima “o fruto proibido é o mais apetecido”? 

 E qual é a mulher que gosta de ser traída..? Nenhuma julgo eu!

Mas  mesmo quando (eles) são apanhados com a boca na botija entra sempre a canção do bandido... as velhas desculpas, tipo: "Aquilo não significou nada é a ti que eu amo" ou "Um homem não é de ferro "ou ainda, "Estava com os copos nem me lembro da cara dela". blá blá blá. 

 Já (elas)  justificam-se de modo diferente…: Falta de carinho, necessidade de atenção e de afecto, e um desejo de ser vista como mulher, e não como a companheira perfeita ou a mãe dos teus filhos.

A mulher não trai com a mesma  facilidade com que o homem o faz.  Ela precisa de envolvência, e não é algo que surja do dia para a noite.

 

A infidelidade é insegurança, só pode…tanto em homens como em mulheres.. 

Há quem tenha relacionamentos liberais com acordos pré estabelecidos onde os dois se podem envolver-se com quem quiserem.
São novos mundos..Novas mentalidade ... Excesso de liberdade ... Insegurança..  Ou simplesmente uma grande falta de vergonha?

O que é certo é que a infidelidade existe…
 

 

 

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publicado às 23:13


2 comentários

De intuição a 18.02.2009 às 15:03

As vezes o fardo do casamento é tão pesado que precisa de dois para carregá-lo; às vezes, três
Bj

De R.Cheiros a 18.02.2009 às 16:34

Olá
E a infidelidade ou traição só existe entre os casados? Muito me contas…
Beijoca
Paula

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