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Efectivamente

por R.Cheiros, em 26.01.09

Sabem aqueles momentos em que nos sentamos e olhamos o  horizonte? Respiramos   profundamente... De repente  fazemos  contacto com nós mesmos . Sim, contacto! Nunca vós aconteceu?
Já pararam para pensar no significado da palavra contacto? Esses momentos não são tão comuns como se poderia imaginar. Na verdade arrisco-me a dizer que estes momentos estão em vias de extinção.
 
Ouve-se muito por ai essa conversa de que o ser humano moderno anda  distanciando do próximo, perdeu valores e princípios básicos, que as novas gerações tendem a desenvolver um tipo de  resistência a laços e afectos a desvalorizar o seu semelham-te, que se recusa a uma  reflexão da vida globalizada e capitalista. Talvez sim, mas não será esse um discurso de quem não se "vê" não se olha verdadeiramente a si próprio  mais há muito tempo?


De quem não sabe qual foi a última vez em que se deixou” ser” a si mesmo?

 

Depois de uma semana interessante e inesperada aconteceu um facto que me fez parar.. Um momento de contacto comigo mesmo, assim tipo quando cair a ficha, sabem como é?
Analisamos ponto por ponto, e descobrimos que tudo estive ali o tempo inteiro, dentro de nós, mas não conseguíssemos ver? Pois é. ..
 
Há um “quê “em cada um de nós.“De onde viemos e para onde vamos”

“Quem sou eu”...?

Sou a leal a honesta a desinteressada? Não.... Se me olhar com olhos de ver, se for sincera... Não!

Temos tendência a olharmo-nos superficialmente, só a capa.... E por isso não somos tão honestos quanto imaginamos ser. Não somos tão leais como pensamos e somos mais egoístas do que podemos assumir.

Por quê? Pois não sei...!!
A sociedade parece que faz questão de nós transformar em “clones” cópias uns dos outros... E eu detesto cópias.

Eu abomino pessoas boazinhas, perfeitinhas, honestíssimas... Parem lá para pensar...Não existem súper heróis, todos temos defeitos! A modéstia fica-nos muito bem, mas cuidado é muito ténue a linha ...! Modéstia de mais é vaidade.


E como um dia disse Miguel Torga:
Levem a vida a serio sem se levarem a vocês mesmos muito a serio.

 


Vá se lá saber porque, associei esta letra dos GNR ao post:)

 

Adoro o campo as arvores e as flores
Jarros e perpétuos amores
Que fiquem perto da esplanada de um bar
Pássaros estúpidos a esvoaçar
Adoro as pulgas dos cães
Todos os bichos do mato
O riso das crianças dos outros
Cágados de pernas para o ar

 

Efectivamente escuto as conversas
Importantes ou ambíguas
Aparentemente sem moralizar

 

Adoro as pêgas e os padrastos que passam
Finjo nem reparar
Na atitude tão clara e tão óbvia
De quem anda a engan(t)ar
Adoro esses ratos de esgoto
Que disfarçam ao pilar
Como se fossem mafiosos convictos
Habituados a controlar

 

Efectivamente gosto de aparência
Imponente ou inequívoca
Aparentemente sem moralizar

 

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publicado às 13:48

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