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Não é justo

por R.Cheiros, em 18.12.08

É a isto que chama espírito de natal?
Francamente... Existem coisas inadmissíveis!!!

Acabar assim com as ilusões de um herói... E que herói.
Logo eu que sempre gostei de homens duros destemidos verdadeiros machos de barba rija.

 

 

Não é justo!!!!!!!!!!!!

 

publicado às 10:17


Pedaço de mau caminho (só conversa)

por R.Cheiros, em 17.12.08

“Bem! Tu  viste o pedaço de mau caminho que acabou de entrar?”, perguntou minha amiga Fátima, quase a engasgar-se com o café  que acabara de pedir.
 
“E tu achas que eu sou mulher de perder uma coisa dessas?”, respondi, sem tirar os olhos do moreno , género casual chique, cabelo negro que acabara de entrar.
 
“Sou tarada por homem de calça de couro preta. E olha que rabo ele tem...”

Obviamente, eu já tinha dado uma boa olhada no rabo  dele. Só que... “Estás cega, Fátima? O homem está de jeans.”
 
“Como, jeans? Espera lá: de que homem é que tu estás a falar?”
O deus grego que acabava de entrar, a umas três mesas de distância, de modo que pude fazer uma bela e detalhada descrição: “Aquele viking ali, barba meio por fazer, olhos azuis, quase cinza...”

 

“Não, o que eu digo  é o morenão do outro lado do balcão.  tipo latino caliente, parecido com o António Banderas.”
 
“Ah, aquele... Também é interessantíssimo. Mas podes ficar com ele todinho para ti.”
 
“Bem que eu queria”, suspirou a minha amiga, enquanto os objectos do nosso desejo se afastavam.

 

Os homens são tão sortudos! (E, desculpem, queridos, mas tão sem imaginação!) Enquanto eles tem como o seu tipo de mulher ideal um determinado padrão de beleza de que todos gostam, magras, belas e esbeltas nós, ao contrário, achamos a maior graça em “quase” todos eles, não importa o tipo.
 
A maior prova disso sempre ouvimos os homens dizer, o meu tipo de mulher é assim ou assado e sempre boazona de preferência. 


 Já nós mulheres em compensação...

É difícil definir o nosso tipo de homem. Pode ser o grande e cheio de músculos, ar perigoso; pode ser o sensível meio intelectual de olhar carente. O baixinho que passa despercebido. O certo é que se ele provocar uma reacção química...


A adrenalina enlouquece. A vontade é agarrar o desgraçado e leva-lo para algum lugar, qualquer lugar. E o Adónis que nos faz perder o eixo não tem necessariamente nada a ver com a beleza clássica do Adónis de verdade; muitas vezes, não tem nada a ver sequer com beleza.


Um jeito de olhar, um sorriso, o cabelo, um gesto de mãos..  Ou seja, há um sentimento que beira o êxtase espiritual quando olhamos para um homem bonito, mas alguns tipos de beleza são só para consumo externo. A diferença, desculpem o cliché, está no íntimo!

 

“Queres outro café?”
 
Fátima, que de parva não tem nada, percebeu imediatamente a segunda intenção por trás da minha gentileza. Do balcão, a “vista” era bem melhor do que ali da nossa mesa. E lá fomos nós procurar uma posição estratégica -- isto é, que me deixasse de frente para o meu deus deus grego. O homem era mesmo um escândalo de sensualidade. . Tinha até um buraquinho no queixo, o bandido.
 
“Ele é a cara do Juanes”, comentou a Fátima. Ela tinha razão: realmente ele lembrava o Juanes o cantar ,que é lindo de morrer.

 

“Aposto que é músico também”.
“Será?”, suspirei.
“Vai lá e pergunta!”, desafiou-me.
“Nem pensar!”
“Por que não? O que tem demais, olha que tinha graça?”
 
 A Fátima ainda me tentava convencer quando o “António Banderas” se “pendurou” nos nossos pescoços. “As meninas estão sozinhas?” O jeito ordinarote e o bafo de bebida foram suficientes para quebrar qualquer resquício de encanto. Um desastre completo
 
“Não, estamos uma com a outra, obrigada”, respondeu a Fátima, já totalmente esquecida do fascínio da calça de couro preta e pronta a protestar  se o homem insistisse em se sentar connosco. Felizmente, o Banderas não estava sóbrio suficiente para insistir.
“tens a  certeza de que preciso explicar o que tem de mais?”, brinquei.

 

Confesso que sou adepta fervorosa de olhar pelo prazer de olhar. O fato de ficar com os pneus arriados pela aparência de um sujeito não significa que queira levá-lo para casa. Na minha opinião, a graça está em admirar... E ficar imaginando coisas. Para que me decepcionar? Para que correr o risco de descobrir que o homem é gay? Ou que nunca leu, nem sequer um livro do Patinhas? O bom deste “ flirt” que acontece por acaso é que a gente pode projectar no "deus grego" todas as qualidades que gostaria que ele tivesse. Mas não há a menor necessidade de o comprovar  na vida real.

 

A experiência de vida já me ensinou que nem tudo o que parece é...  A beleza é muito subjectiva... Não podemos ter certeza de que um sujeito é mesmo bonito antes de conhecê-lo. Só aí o maxilar quadrado, o olhar penetrante, o sorriso misterioso, ganham sentido. É o tipo de beleza que só se vê de perto. Aliás, bem de pertinho.

 

Depois de a Fátima me dar boleia até em casa, fiquei horas e horas deitada na cama sem conseguir dormir, lembrando o grand finale daquela noite. Por momentos levantei-me, fui até à loja de música que existia dentro do café,  aproveitar  para ver os Cds  . De repente senti uma presença ao meu lado um perfume agreste de homem. E, no mesmo segundo soube que era ele.
 
Ficamos algum tempo em silêncio, mas eu ia morrer se não ouvisse a voz dele. “Não consigo encontrar nenhum  CD do Perry Blake. Consegue vê-lo?”, tentei parecer o mais natural possível. “Acabei de ver Have You Ever Really Loved A Woman?. Garanto que é das música que você mais gosta.” Com essa observação, ele subiu no mais alto degrau do meu pódio particular de homens interessantíssimos. Conversamos mais um pouco sobre nossos gostos musicais, escolhemos alguns temas e, quando me preparava para voltar à mesa, ele olhou-me bem dentro dos olhos (que, por sinal, não eram azuis, eram verdes), e disse:

 

“A gente já não se encontrou antes? Tenho a impressão de que a conheço .”
“Também tenho, mas não me lembro de onde”. A essa altura eu estava a ponto de ter uma coisa.
“Tudo bem, tenho certeza de que nos vamos encontrar outras vezes. Você vem sempre aqui?”
“Hum-hum...”, já nem falei porque estava a mentir descaradamente!
“Não me disse seu nome”
“Lúcia” Não sei por que menti.
“O meu é António. Tchau, Lúcia”.
“Tchau.” Dei o maior sorriso de que fui capaz, virei as costas e voltei para a minha mesa, esforçando-me para não tropeçar nas nuvens.

 

Sabem aquela coisa que eu disse sobre muitos interessantes e lindos serem gays e burros? Não é preciso levar tããããooo ao pé da letra. Sempre que possível, dê-lhes uma chance. No fundo, todos merecem ser levados para a cama, como eu fiz com  o António naquela noite...

Em sonhos, é verdade!

 

Esta é uma história é completamente assexuada... De sexo não tem nada. Um momento zen diário...

 

publicado às 10:03


E-mail

por R.Cheiros, em 16.12.08

Na verdade não sou muito de postar este "tipo" de coisas mas hoje não resisto... Recebi este e-mail (da pessoa mais especial da minha vida) sei que não foi escrito por ele, mas que me importa... Hoje soube que nem ginjas:)

Nem de longe imagina que o vou publicar muito menos da existência deste blogue.

 

Então dizia assim:

 

Vá lá miúda para animar o teu dia

Se eu fosse o vento,
iria roçar o teu rosto de leve, num carinho...

Se eu fosse o mar,
embalaria os teus sonhos, ao sabor de ondas maviosas...

Se eu fosse a areia,
seria chão para os teus pés, no teu caminho...

Se eu fosse uma flor,
perfumaria as  tuas manhãs, mesmo as chuvosas...

Se eu fosse uma abelha,
sugaria o doce de tua boca, e teria mel...

Se eu fosse uma estrela,
brilharia nas tuas noites, darte-ia o céu...

Se eu fosse um bichinho,
aninhar-me-ia no teu colo, para assim tudo esquecer...

Se eu fosse uma nuvem,
abriria espaço para o sol, e teu corpo iria aquecer...

Se eu fosse um anjo,
agasalhar-te-ia sob minhas asas, para te ninar e proteger...

Se eu fosse uma cor,
queria ser azul, e pintaria a tua tela preferida...

Se eu fosse a noite,
beijaria os  teus olhos, e velaria o teu sono...

Se eu fosse um deus,
voltaria das veredas sagradas, com algo que te fosse uno...

Se eu fosse...tudo!...
Seria muito pouco...

Mesmo sendo tanto,
não caberia em mim o sentimento que te dedico...

Assim, vou sendo só eu mesmo,
tentando dar a ti o melhor de meu coração...

O que esteve sempre guardado, só para ti...

Porque és meu grande amor...
És hoje o meu amor...
a minha amante...
 a minha  amiga...
"És minha vida, enfim!"

 

Depois de ler isto só consigo dizer: Porra como eu te amo:)

 

publicado às 13:32


Palavras e emoções= desafio.

por R.Cheiros, em 16.12.08

 A novinha em folha e a Paula C.  passaram-me um desafio sobre palavras..
 Como diz o poeta há palavras que nos beijam e outras que nos afectam ou nos despertam emoções.

Então o desafio é este e  vou partilhá-lo.

 

"O modo como as palavras nos afecta". 
As palavras são uma das melhores formas de comunicar ou mostrar sentimentos.

 

Desafio:
Escrever em relação a cada questão a palavra que melhor corresponde
À reacção descrita.

 

 

1. Qual é a mais bela palavra que conhece?
- Várias que resumo em uma só Amor o amor tem um multiplo poder de encaixe

 
2. Qual é a palavra que melhor comunica doçura e gentileza?
- Crianças,filho..


3. Qual é a palavra mais detestável e horrorosa?
- Injustiça
 
4. Qual é a palavra mais terrível e medonha?
-Ignorância
 
5. Qual é a palavra mais azeda e malévola?
-Desigualdade
 
6. Qual a palavra que melhor exprime o sentimento de solidão?
- Abandono
 
7. Qual é a palavra que mais lhe suscita cólera e agressividade?
- Intolerancia


8. Qual a palavra que melhor comunica felicidade?
- Liberdade, familia

 

E agora vou passa a quem passar por aqui e se sentir tentado
E também à:
coisasdocoracao
pingodemel
Princesa
tulipa
aminhadortemoteuno...

 

 

publicado às 10:41


Brincalhão um vadio..sonhador

por R.Cheiros, em 15.12.08

Quem é que ele pensa que é?

Sente todas as emoções e entrega-se totalmente, e o trabalho duro quem faz sou eu!

Quem é que ele pensa que eu sou?

Não pára um só minuto de me enviar fantasias e mais fantasias depois sou eu quem tenho que organizá-las para que não se magoe.

Quem é que ele pensa que será?

Vive sem pensar no amanhã, para absolutamente nada, quando o amanhã chegar o que fará?

Quem é que ele pensa que eu serei?

Quanto mais o tempo passa, mais difícil se faz a minha existência.

Quem é que ele pensa que é?

Entrega-se a paixões tão infames, e depois corre para mim, para safá-lo.

Quem é que ele pensa que é?

Que é mais importante que eu?

Se fosse eu que mandasse ele estaria no meu lugar e eu no dele.

Não é proposital que eu esteja aqui em cima e ele aí no meio.

Coração, coração, podemos trabalhar em conjunto, será que não percebes que este é o jeito mais fácil?

És um malandro inconsequente um brincalhão um vadio.. Um sonhador e só fazes o que te apetece.

A melhor voz para cantar o amor
Um hino ao amor
Uma das melhores canções de amor

publicado às 10:25


Verdades pouco óbvias ;)

por R.Cheiros, em 12.12.08

O namorado está em Nova Iorque e resolve mandar uma lembrança à namorada. Entra em uma loja e escolhe um finíssimo par de luvas. Pede para a empregada embrulhar enquanto vai à caixa pagar. Descuidadamente, a empregada entrega-lhe outro embrulho, com umas cuequinhas sexys e minúsculas

Sem saber do engano, o namorado envia o presente com um bilhete:

"Querida: para mostrar que, mesmo estando longe, não me esqueço de ti, envio-te esta surpresa; mesmo sabendo que não usas, pois sempre que saímos juntos, nunca vi... Gostaria de estar aí para ajudar-te a vestir. Fiquei em dúvida quanto à cor, mas a empregada disse que esta não mancha. Ela experimentou para eu ver e ficou muito bem, apenas um pouco larga na frente, mas ela disse que é para os dedos mexerem mais à vontade e a mão entrar mais facilmente. Depois de usá-la, vira-a pelo avesso e põe talco para evitar o mau cheiro. Espero que fiques satisfeita tanto quanto eu, pois elas vão cobrir aquilo que em breve te pedirei."

publicado às 11:56


Há dias fantásticos !!

por R.Cheiros, em 11.12.08

Um dia normal, uma sala com três tipos que mais pareciam ter engolido um garfo ... e um conceituado gestor da alta roda financeira, bem colocado na vida, daqueles que “cheiram a direita” por tudo o que é poro e nunca mostram os dentes
Comprimentos da praxe cada um se dirige à respectiva cadeira e alguém diz uma das frases mais iluminadas que já alguma vez alguém disse...: «O país está a atravessar uma crise!»
Verdade? Foi a pergunta que bailava nos meus lábios mas que a tempo segurei. Mais iluminada do que está só mesmo a da Lili Caneças que diz do alto da sua sabedoria: «Estar morto é o contrário de estar vivo.»
Mas a diante...
Eu tenho mau feitio. Reconheço. Sou teimosa, refilona e não deixo nada por dizer, por isso meto-me muitas vezes em confusões.
Ainda me falta saber porquê, mas de vez em quando faço figuras tristes, que considero tremendamente injustas. Daquelas figuras que me fazem corar pois é ainda consigo corar...mas nunca desistir. São circunstâncias que depois se tornam no mínimo caricatas.
Tudo na vida precisa de um pouco de "pimenta " ou perde a graça...e nunca penso que tudo está perdido.

Como tudo pode estar perdido se ainda posso sorrir?
As alegrias grandes ainda não as perdi e ainda consigo dar uma boa gargalhada até de mim própria e  ainda tenho brilho no olhar.
A vida é clara. Clarinha como água. E quando assim não é, é porque estamos a viver de forma errada.
Há pessoas que nascem para viver com tranquilidade e quando surge um problema perdem o tempo a decidir se tomam um calmante, se se "enfrascam" violentamente ou se hibernam e outras que nascem com bichinhos carpinteiros, daquelas que nunca conseguem estar quietas e que têm que estar sempre a magicar algo e que não tem medo de errar ou até fazer figuras “tristes” se acreditam que estão certas e fazem valer os seus direitos.
 Medo de arriscar..?poupem-me!
A vida é um “jogo” e temos de jogar sem mostrar medo de adversário ou estamos arrumados no primeiro rand.
 Sei que posso vencer pelo cansaço sou persistente...Tanto que as vezes nem pachorra tenho para me aturar a mim própria, irra..

Hoje até me apetece dizer:
"Sabes porque gosto de ti? Porque entre outras tantas coisas me dás uma tranquilidade e uma paz..."

A vida é uma coisa fantástica, não é?

publicado às 15:25


Uma para ti e outra para ti... Desafio

por R.Cheiros, em 10.12.08

Desafio ou provocação..? Não sei mas aceito.

As regras são simples:

Baseados na observação, no convívio, nas características dos blogs servindo-se da intuição, o desafio consiste em oferecer uma prenda e explicar a escolha da mesma.

Tudo virtual claro!

Depois, terá de passar o desafio como é da praxe.

Como é tudo no virtual vamos ser mãos largas e não vale a pena poupar na imaginação.

A modos que as minhas "prendas" virtuais ofereço a:

 

semifrio: Um rebanho com várias cabeças de gado assenta-lhe como uma luva

 

novinha em folha Um livro de que gosto bastante "Finding Inner Paz" e tenho a certeza que lhe faria bem ler de preferência num spa na Tailândia

 

pingodemel:Uma sala de cinema em casa um super ecran  Goldmund Media Room   128 colunas de som e amplificadores, e outros detalhezitos.. ( até me fazia convidada)

 

aminhadortemoteuno... Uma viagem . Estadia no Hotel Park Central em New York com umas saídas há 5º Avenida (cartão de credito por tua conta) não sei porque mas parece que tinha a ver com ela.

 

jangadadecanela" Como escreve coisas que davam belíssimas canções de amor  oferecia-lhe um viagem há Irlanda onde lhe apresentava o Bryan Adams   era o cantor que escolhia para as letras do Luís.

 

coisasdocoracao Dividido em duas partes  1º uma viagem à Grécia onde eu fazia questão de participar . A  2ª ela descobria de certeza  no meio de tanto Deus Grego .Atenção disse "Deus" no verdadeiro sentido da palavra ou não seja a Grécia uma das mais influentes culturas da Antiguidade.

Vou passar o desafio apenas a uma pessoa novinha em folha  porque as tantas começamos a passar sempre aos mesmos.


PS: não esteve há altura mas dias melhores viram... Acredita!

 

 

publicado às 13:14


E é natal!!!

por R.Cheiros, em 09.12.08


Gargalhadas pomposas, cínicas e sorrisos amarelos;
Não gosto do Natal!
Simplesmente é a época de hipocrisia por excelência!
Porque é nesta altura que todos se "preocupam" com o seu semelhante e realizam as boas e caridosas acções...
Começa nos dias que antecedem o “clima natalício”. Esta é a hora de fingir que tudo se perdoou, de reforçar amizades e de ser falso com as pessoas ao redor. Passa-se um ano inteiro em que cada um olha só para o seu umbigo a gladiarem-se em competição desenfreada a criticar e maldizer. E num passe de magica tudo se altera e se resume ao “clima" voltam a amar-se, mesmo que só por uma noite.
Troca de mais singulares e estúpidas mensagens de amor e fraternidade... De pessoas que durante um ano inteiro não se lembram de dizer um simples olá!!
Velas vermelhas e douradas bolas de todas as cores..
 O comércio lucra em cima de pessoas que gastam o que não tem muitas vezes por obrigação.
A comunicação social tornou a comemoração do nascimento de Jesus em um mercado que privilegia os ricos, oprime os da classe média e exclui os pobres.
Porque é a época do consumismo desenfreado...Porque é a época dos sorrisos e compaixão...
A festa de natal tem o seu ponto alto na comilança e no exagero das compras.
O exagera da comida numa mesa que tem tudo, ignorando-se que umas  têm pouco e outras simplesmente não têm.
É uma treta uma ilusão de sentimentos, uma hipocrisia e uma chatice!
Sinceramente, incomoda-me ver as pessoas atafulhadas com sacos e embrulhos, a saltar de loja em loja e parece que nunca estão satisfeitas, bombons, roupa, bolos, brinquedos, livros, cds....meu deus, um sem fim de coisas, quinquilharias e tralha que ao fim e ao cabo não servem para nada.

E porquê....?? O mais irónico de tudo, é que se  compra simplesmente por ser natal, sem termos outra razão válida!!
Já tive dias em que fui mais crente. Já acreditei mais do que acredito agora, e a minha relação com o divino ou com a religião não é lá aquelas coisas e já viu melhores dias...

Já pensaram no abismo que separa a realidade das pessoas e que se acentua na época do natal? Alguns “estragam” esbanjam ignorando a realidade de quem têm pouco ou s simplesmente não têm.
O  apelo mundano de comprar e proporcionar alegria "falsa" na mesa devia ser de todos e não apenas de alguns.
 Em relação há igreja e à sua envolvência se todas sem excepção abandonassem  preconceitos e falsos moralismos e  abrissem os cordões há bolsa das suas abastadas contas e dessem comida aos pobres, o natal faria sentido! e quiça o mundo...
O Natal ou o significado dele está bem dentro de nós, a cada dia que passa.....dizer palavras bonitas a quem gostamos, dar um abraço todos os dias, fazer surpresas quando nos apetece, rir e fazer rir....!!
E quanto há festa da família... a família que realmente se quer reunir não precisa de um dia especial para o fazer já dizia o outro: Natal é quando um homem quiser.

Já alguém se perguntou porquê é que não se mantém este espírito todo o ano??

 

publicado às 10:29

Na era da individualidade máxima, telefones e computadores substituem a boa e velha relação sexual ou  vulgarmente chamada de "queca"

 

Solidão sexual é um tema antigo, mas nem tanto. Foi preciso primeiro criar a história e a cultura para depois surgir a solidão sexual.

"Prometeu", por exemplo, acorrentado por ordem de "Zeus", no alto de uma montanha, foi um dos primeiros solitários de que se tem notícia desde que o mundo passou a ter história. Além da dor física, o pobre herói, na flor da idade e com os harmónios a fervilhar no corpo, tinha de suportar também uma solidão medonha. Dá para imaginar o jovem e belo "Prometeu", ali, pelo milésimo dia de suplício e carência sexual, a olhar já com certo interesse lúbrico para o abutre divino. Tipo “não tem tu, vais tu mesmo”.

 

Antes de Prometeu e sua horrível solidão, o que havia eram humanóides peludos aglomerados numa caverna, tremendo de medo da natureza, tentando inventar o fogo e a roda e desenhando aqueles bisontes e cervos que iriam garantir o emprego e a reforma dos futuros arqueólogos.

Ali, na pré-história, pelo que consta, não existia solidão e copulava-se  à vontade. Era só chegar, roçar e mandar ver. Talvez nem fosse preciso roçar. Machos e fêmeas não faziam questão de beleza nem de posição social por parte dos parceiros. Muito menos de inteligência. Se houve algo parecido com o paraíso, foi aquilo.


Carência, mesmo, veio depois da Queda. Ou seja, com a expulsão do paraíso. Foi quando os macacões finalmente aprenderam a falar. Viraram humanos. Alguns, como era previsível, só falavam idiotices, revelando-se uns chatos de galocha e sendo por isso marginalizados e até expulsos da tribo. Tornaram-se solitários do tipo “ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de meu amor....”, Existe até quem afirme que a única vantagem da solidão é a pessoa se poder sentar no "trono de porcelana" com a porta da casa de banho aberta.


Acontece que a solidão, especialmente a sexual, está a deixar de ser um problema. Ao contrário, está a ser valorizada, o que é péssima notícia para os psicanalistas, que poderão ver seus consultórios se esvaziarem do dia para a noite.

Uma pesquisa recente nos Estados Unidos (claro), revelou que a família ideal é hoje composta de um solitário, um animal de estimação e um computador multimédia, ligado à Internet.


Em torno desse núcleo gravita toda uma constelação de parentes-entre-parênteses: microondas e congelados, TV a cabo e DVD, telemóvel, fax, livros (poucos), revistais (muitas), som, sauna doméstica, armas, aparelhos de ginástica, móveis inteligentes (há uma cama programada para colocar a pessoa de pé, suavemente, de manhã) e tudo isto e muito mais ao alcance de um sólido cartão de crédito.
O sexo interativo-não-virtual (leia-se a boa e velha relação sexual) vai se tornando uma curiosidade do passado. Só os hippies embalsamados, índios e parte do proletariado ainda se entusiasmam com a ideia de praticar sexo. Entre os adolescentes também se nota algum interesse sexual, mas nada que uma boa ligação à internet não resolva com facilidade.


O fato é este: o não-sexo é o que há em matéria de comportamento moderno. Basta olhar em volta. O adultério (lembram-se dele?) está desclassificado como crime no Código Penal , talvez por falta de adeptos.

A libido? Esta instalou-se de vez no aparelho auditivo, como atesta a proliferação incontrolável de sexo por telefone. E não é à toa que a cocaína, droga que reduz a zero os sinais vitais do organismo, tem vindo a conquistar despudoradamente a classe média. A pessoa perde a fome, o sono e o desejo, gastando quase toda a energia num blablablá sem fim, ao qual ninguém presta a menor atenção.


Vamos abrir os olhos e reconhecer: O sexo está em vias de extinção, como: O lince (serra da Malcata) e    a águia real (Noroeste de Portugal), e não há (Quercus) que venha socorrê-lo. Também, pudera! Dos anos 80 para cá, o sexo está associado a pragas como a Sida herpes, hepatite C e gravidez indesejada, entre outros estorvos e ameaças à vida. O discurso clínico tende a tirar o sexo dos hotéis, carros etc.. para confiná-lo num hospital. Os resultados disso não se fizeram esperar.

 

Agora o machão contemporâneo, por exemplo, gaba-se das mil mulheres maravilhosas que heroicamente não levou ao leito e de sua fabulosa colecção de preservativos (tem até um que toca um cocoricó de galo na hora H), todas elas intactas dentro do invólucro. E o tamanho do pénis também não é mais documento (como, aliás, nunca foi). Documento, mesmo, é um atestado anti-HIV negativo com data recentíssima para se pendurar na parede da alcova. Sem contar a criminalização do "flirt" ou "namoriscar", rebaptizada de “assédio sexual”, que em vez de cama dá cana, como já observou mais de um Mike Tyson da vida.

 

Sintomas de dessexualização progressiva do quotidiano proliferam por toda parte. Na Espanha solerosa, existe um Clube de Castidade, com rápidas e extensas ramificações internacionais. O casto-mor é um físico chamado Marcos Gutierrez, que, pelo visto, de físico mesmo não tem nada. O Clube de Castidade defende a abstinência ostensiva do sexo antes, durante e depois do casamento. Os noivos exibem com orgulho o lençol branco, virginal, na manhã seguinte à noite de núpcias, indicando que sobre ele não se passou nada de interessante.


A maioria dos pseudo castos, porém, continuam a evitar  a proximidade de outros corpos humanos. Quem viu o delicioso filme do americano Hal Salwen, (Denise Calls Up), sabe do que se trata. Ali, um grupo de nova-iorquinos se vale do telefone para simular um convívio que prescinde por completo da presença física. O único casal que procria é  anonimamente, através de um banco de esperma, sem que o homem e a mulher jamais se vejam cara a cara. Paira, latente, a ideia de que a humanidade pode perfeitamente  reproduzir-se sem que ninguém precise de abandonar a  própria solidão.


Enfim, o que Leonardo da Vinci disse sobre a arte também se aplica ao sexo: É coisa mental. O corpo é para produzir; a mente que se vire sozinha com suas ridículas fantasias. De todo modo, não falta muito para que a ciência nos transformar em um conjunto de próteses cambiáveis, sem desejos nem necessidades que possam se auto-satisfazer. Livres da carne e seus desejos e carências, seremos todos compulsoriamente felizes na mais completa solidão.


O tédio será a principal causa de morte desse futuro anunciado. As publicações de informática ocuparão todo o espaço das revistas de “mulheres nuas” nos quiosques o que, aliás, já é uma tendência observável.

O bom da história é que a autora deste blogue assistirá a tudo isso lá do céu (ou quiçá do inferno...), onde estará de visita como bloguista a pesquisar para fazer um post sobre o sexo dos anjos.

 

* "Fora as (MUITAS) alterações que eu fiz "Este artigo foi publicado no "DM Revista". E parece que muito bem recebido pela crítica especializada.

 

publicado às 15:25



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