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Mortas

por R.Cheiros, em 06.05.08

-

Só no primeiro trimestre de 2008

São já 17 as mulheres mortas vítimas de violência doméstica.


publicado às 21:05


Nós mulheres gajas

por R.Cheiros, em 06.05.08

Porque hoje me apetece!! Vou falar de sexo, que é o mesmo que dizer vou falar de mulheres, ou seja vou falar de nós gajas.

Já faz  uns tempitos de venho lendo todo o tipo de blogue de "gajas"que se encontram a nossa disposição, crescem como cogumelos, parece que todos os dias existem 4 ou 5 novos, se não for mais.

Reparo que 99% tem uma coisa em comum (desejo, tesão, sexo..) ou mulheres mal amadas.Não deixa de ser curioso, comparado com blogue masculinos. Os nossos em matéria de sexo batem os homens em largos pontos.(Salvo raras excepções)

Sim, dá-me um certo gozo ler alguns deles, consigo dar umas valentes gargalhadas.

Sinceramente  que me tenho perguntado algumas vezes, se somos um país de mulheres mal "fodidas"ou se andamos todas com as hormonas  á flor da pele?

Possivelmente temos estado escondidas, (presas) claro que a internet veio ajudar muito, aqui podemos ser "tudo", dizer "tudo", por para fora os nossos desejos mais secretos, afinal basta umas fotos ousadas (coisa que abunda por aqui) e escrever umas palavras de fazer corar as pedras da calçada, e pumba, esta feito.

Agora falando muito a serio, o que é que se passa connosco, gajas...?

Será que precisamos tanto de falar sobre as nossas males de amor ? E de sexo de uma forma (vulgar) porque nos faz sentir poderosas...?? Ou é mesmo desejo de por em pratica tudo o que escrevemos e não temos coragem para isso..???

Tenho cá para mim, que este é o nosso lado oculto de "meninas más" que na vida real fica muito aquém do que aqui escrevemos.... Será que estou errada.???

Não tenho assim..... Tanta experiencia de vida, afinal tenho 46 anitos, mas tenho alguma, e de todas as amigas que tenho, parece que ao vivo e a cores nenhuma de nós é assim. E tambem falamos de homens....e sexo. Porque aqui entre nós,muitas mulheres juntas.... Hum, as conversas podem ser sobre tudo..:)).

Curioso  é que  não são só as mulheres mais jovens, na casa dos vinte e poucos anos, trinta, supostamente deveriam ser essas as mais liberadas, as que escreveriam mais abertamente de sexo, (talvez outra geração, questão de mentalidade) pois é completamente errado, que se desengane quem pensa isso.É mais abrangente.

(A fase de que depois dos 40 se morre para a vida está ultrapassada.)

Concordam  comigo que é depois dos quarenta que se começa a viver? ou pelo menos a termos "aquela" segurança....

Só esta connosco quem quer, não fazemos frete, gostamos muito mais de nós, sabemos o que queremos, sabemos dizer não, e a ultima palavra passou a ser nossa.

Chorar só se for de tanto rir.

A calma é das nossas melhores armas.

Aprendemos a conhecermo-nos.

Enfim, estamos na "tal" idade...

A esta hora estão algumas a pensar: Esta tipa é doida o meu blogue não fala de sexo muito menos de forma vulgar.(Existem os restantes 10%) Pois é minhas amigas não fala mas essas mesmo “puritanas” que estão a pensar isso são as que normalmente fazem os comentários anónimos ou ainda aquelas que adicionam tudo quanto é blogue de sexo como amigos. Depois há ainda aquelas ou aqueles fico na dúvida, que enviam e-mails tão brilhantes como eles próprios.

(Um à parte)

"E aproveito para informar que não sou gajo"

Bem.... Vou tomar um  isto é só a minha opinião e vale o que vale!

Fui repescar este post ao meu antigo blogue

 

publicado às 10:13


Para uma miuda especial

por R.Cheiros, em 05.05.08

Por vezes na nossa vida cruzamo-nos com pessoas que são vão tornando especiais por este ou aquele motivo.
Esta flor é para uma pessoa especial que hoje faz aniversário. Não preciso dizer quem é que ela sabe.

Para ti miúda...

 

Não te vou perguntar: Ké Frô?  Mas espero que chegue ai.

publicado às 11:39


Essa tal felicidade.

por R.Cheiros, em 05.05.08
A FELICIDADE !SABEM O QUE É A FELICIDADE?
   Felicidade é um estado mental, portanto a verdadeira fonte de felicidade reside na mente, não em circunstâncias externas.


Às vezes a Felicidade está onde menos se espera, no lugar onde raramente a procuramos: no nosso dia a dia.

"É claro que vamos chorar e rir nesta vida. Algumas vezes nem vamos  poder ter o que desejamos. Outras, vamos conseguir o que queremos. Mas na verdade, isso é a Felicidade?
Porque a Felicidade pura, integral, ainda não está ao alcance de todos, por mais rico ou poderoso que seja.
Sim, claro que existem os conhecidos momentos de Felicidade: o carro novo, o nascimento do filho, a promoção no trabalho, etc. Todas estas coisas que nos dão aquela sensação inebriante de que tudo está perfeito e que naquele instante até podemos tocar a tão ansiada Felicidade com as mãos. Todas estas coisas também fazem parte da Felicidade, mas apenas são um fragmento dela.
Mas se pararmos para olhar e voltarmos no tempo, veremos que antes desta Felicidade acontecer, passaram se dias e mais dias em que para nós, aparentemente "não aconteceu nada".
Na verdade passaram se dezenas e mais dezenas de momentos que poderiam ter sido felizes, mas que nem prestamos atenção neles para que germinassem e florescessem.
Na realidade, aquilo a que chamamos Felicidade é simplesmente a soma de todos aqueles momentos que pudemos tornar felizes no decorrer da vida, por mais simples que sejam. Óbvio não? Mas não deixa de ser uma verdade.
Mas no dia a dia o que fazemos é ficar à espera do "Momento feliz". Porque ao invés disso não nos acostumamos a fazer o nosso momento feliz? Melhor: fazer momentos felizes, vários deles, todo os dias.
No nosso processo mental, o que normalmente acontece é que sempre  esperamos pela cereja do bolo: engolimos o bolo rapidamente já a pensar na cereja. Ou seja: na verdade não comemos o bolo, não desfrutamos o sabor do bolo, estamos mesmo concentrados na cereja. E quando chega a vez de prová la, ela acaba tão rapidamente quanto apareceu.
E este tipo de comportamento surge no decorrer de toda uma vida: não estudamos no liceu e sim queremos ir para a Universidade. Quando chegamos na Universidade, queremos sair o mais rápido possível e trabalhar. Quando chegamos ao trabalho, queremos a promoção imediata .Nada de anormal nisso: todos queremos ser felizes. Mas no caminho ficaram dias e mais dias que não foram aproveitados para sermos felizes.
Nesta caminhada, não podemos  dar-nos ao luxo de nos esquecer de todos os minutos, horas e dias que simplesmente "jogamos fora". Momentos que não voltarão e que nos lembraremos deles quando formos velhos. E aí sim, pagaremos todo o ouro do mundo para termos este precioso tempo de volta.
Mas não se sinta culpado: isso é apenas questão de preparação, de educar se para detectar estes momentos do quotidiano .Ou seja: o importante não é marcar 10 pontos em um jogo e a seguir perder os demais. Na realidade, quem ganha o campeonato é a equipa que consegue marcar um ponto aqui, outro ali, e na soma final ter a média vencedora.
Permita-se  em  todos os dias de sua vida. Ou pelo menos, tente que a maioria deles sejam vividos plenamente."

(retirei alguns trechos do livro "A Felicidade é Para Poucos" de Danyel Sak)

publicado às 10:07


Dias de...

por R.Cheiros, em 04.05.08

 

O raio das datas festivas.

Não gosto de dias assinalados, palavras improvisadas, das prendas alegóricas ao dia, é um negócio da china. Não gosto mesmo. Porque o dia da mãe é todos os dias ou não? Quase que estive tentada, este ano, a ir para a floresta mais próxima dançar sozinha em redor do primeiro pinheiro que encontrasse.

 Mas, depois de te visto o the blair witch Project, passou-me a  vontade de me passear sozinha por uma floresta para o resto da minha vida.Que pena.....( E então lá houve os paparicos do dia da mãe)

Desculpem-me os entendidos mas parece-me a mim uma hipocrisia. Os gestos de carinho os factos são coisas diárias não de dias específicos.

PS: Sim tambem amo a minha mãe  e eu como mãe sou do mais "galinha" possivel.

 

publicado às 21:07


Ego

por R.Cheiros, em 02.05.08

 kissing_my_ego_01

«E quando nos centramos só em nós?»

Um dia, eram talvez umas onze da noite, estava em minha casa, sozinha, quando recebi o inesperado telefonema de um querido amigo meu. Fiquei muito feliz por lhe ouvir a voz.
«Oi? Tudo bem? Como é que vai a vida?», perguntou.
E eu, sem saber porquê, respondi-lhe: «Oh... para aqui estou, muito só...»
«Queres conversar um bocado?»
Respondi-lhe que sim, satisfeita.
«Queres que vá até a tua casa?», perguntou-me.
Voltei a responder que sim, entusiasmada com a perspectiva de ter alguém com quem trocar dois dedos de conversa e animar o serão.
Desligou o telefone e, pouco depois, lá estava ele à minha porta.
Fartei-me de falar durante horas: do meu trabalho, da minha família, do meu divórcio, dos mil e um problemas da minha vidinha. Atento, ele escutou-me, animou-me, apoiou-me, aconselhou-me. Nem dei pelo tempo passar. Apesar de, nesse dia, estar muito cansada, a companhia do meu amigo fez-me muito bem. Foi óptimo para mim desabafar e escutar conselhos e palavras amigas. Era quase de madrugada quando nos despedimos.
Já à porta, lembrei-me de perguntar porque me tinha ele telefonado naquela noite, se tinha algum motivo especial.
Então o meu amigo disse-me:
«É que eu queria dar-te uma notícia... Fui ao médico e soube que os meus dias estão contados. Entrei em contagem decrescente...»
Fiquei tão surpresa e consternada que nem recordo o que mais lhe disse. Talvez um monte de vulgaridades. Mas, quando finalmente fechei a porta, de novo sozinha, entre os meus desencontrados pensamentos e emoções, não pude deixar de sentir um enorme desconforto pessoal. Quando o meu amigo me perguntou como eu estava, esqueci-me dele e só falei de mim. Ele, com os dias de vida contados, teve forças para sorrir, escutar-me e aconselhar-me e eu passei o tempo todo a pensar em mim e a falar dos meus dramazinhos pessoais. E, para cúmulo, desconfio bem que, se não fosse a tragédia do meu amigo, nem estava para aqui a recriminar-me pelo meu egoísmo...

 

Esta pequena "História" sobre a amizade e as limitações do nosso próprio Ego, por tendência tão centrado nas próprias necessidades, satisfações, desejos no nosso umbigo  que tem dificuldade em sair dele mesmo e encontrar o Outro.

 ( Reescrita )

 

publicado às 23:09


Seis palavras uma memória

por R.Cheiros, em 01.05.08

Seis palavras que guardo na memória e sempre presente na vida.

Nunca tive heróis muito menos fui obcecada por esta ou aquela estrela e nunca segui modas .(Mas  tenho que confessar que um homem marcou a minha vida!

O meu pai era e é o meu manual de vida. Homem humilde de poucos estudos mas de garra. Ainda do tempo que sapatos eram só ao Domingo e se dividia a sardinha por três porque a fome era "negra".Não tanto por falta de dinheiro mas porque não havia onde comprar. Nascido e criado numa aldeia da beira, aos 14 anos resolveu tentar a sorte completamente sozinho em Lisboa. Lutou muito, casou aos 20 anos. Em pouco tempo tinha 4 filhos para criar. Acho que foi isso que lhe deu um novo ânimo, os filhos que agora dependiam dele. Homem integro e de um carácter sem mácula fez-se sozinho sempre dentro de princípios e valores de honestidade. Não era homem de andar os beijos aos filhos nem aos abraços, mas estava sempre pronto para uma conversa franca e para nos ajudar em qualquer dúvida. Não podia ver os filhos abatidos ou a desistir que tinha sempre uma palavra de incentivo. Hoje este velhote, com apenas a 4ª classe mal tirada (como ele diz) metia e mete muitos  doutorzinhos no “chinelo”. Ria-me quando iam falar com ele (quando ainda estava no activo) e lhe chamavam Sr. Doutor e ele respondia: Quando estive para ser não tive dinheiro para isso agora tenho dinheiro  e falta-me o tempo.Sou formado pela vida. Bom, todas as minhas regras de vida tanto profissionais como pessoais são ensinamentos que ele me deu, todos os valores e princípios que me passou. Ensinou-me a ser humilde sem ser humildezinha a nunca virar as costas à vida .Tudo o que sei devo-o  a ele. Em todas as nossas conversas ao longo da vida sempre me disse para não me esquecer : A palavra vale mais que uma assinatura. E com este ensinamento tenho seguido a minha vida.

Obrigado pai por seres quem és.

Este foi um desafio lançado pela minha amiga coisasdocoracao;uma memória em seis palavras .

Não me levem a mal se não passar a ninguém em particular mas sim a quem se sentir tentado a responder.

(Não sei se o objectivo era este acho que me perdi um bocado e me alonguei.sorry)

 

publicado às 21:14


Às vezes..

por R.Cheiros, em 01.05.08

 

Às vezes apetece-me chutar tudo para o alto e mudar o rumo da minha vida.

Mas depois quando estou, como hoje no meio "deste"  trabalho...sei porque o faço.

E percebo um dos  sentidos da minha vida.

Adoro o que faço.

E isso é tão bom.

Sou reconhecida.

E esse reconhecimento faz-me bem e é um dos motivos porque gosto tanto daquilo que faço.
Pronto...estou contente.

publicado às 00:01

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