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Frágil

por R.Cheiros, em 22.04.08

Às vezes sinto “um não sei quê”, como se quisesse gritar o que sinto, mas não sei o que sinto.
Antes que a vida passe e meus sentidos também

Antes que a dor me destrua os sentidos e que ausência me faça perder a vontade de andar para frente...

Tenho dias assim...

 

Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
E não me dou a ninguém
Frágil
Sinto-me frágil

Faz-me um sinal qualquer
Se me vires falar demais
Eu às vezes embarco
Em conversas banais
Frágil
Sinto-me frágil

Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil

Está a saber-me mal

 

Jorge palma


publicado às 00:02


10 comentários

De João Cordeiro a 22.04.2008

Querida amiga, quantas e quantas vezes me sinto dessa forma. Sim, os homens também são frágeis… quantas vezes tenho uma imperiosa necessidade de fugir.
Fugir. Escapar do que me rodeia... evadir-me de mim próprio.
Hoje estava capaz de me ir embora: pegar nas chaves do carro sem motivo algum (as chaves estão sempre no móvel de entrada), descer as escadas até à rua, ligar o motor, ver a escuridão das traseiras com aquela lâmpada de aviso, que se liga ao passar, subir a rampa devagar (para não acordar ninguém) e, ao chegar à rua, virar à esquerda, para baixo, ou à direita, para cima.
Tanto faz, acelerar o mais depressa possível, até queimando uns semáforos, se necessário, na direcção da auto-estrada, sem ligar aos painéis que indicam as localidades, os desvios e as distâncias, sem uma ideia na cabeça, sem qualquer destino, sem mais nada que esta pressa de me ir embora, de colocar entre este eu e o mim que lá estava há pouco, a maior distância possível, esquecer-me do meu nome, dos nomes da minha família, dos meus amigos, do livro que não cheguei a acabar de ler.
Espero que esse sentimento seja passageiro… ok?

Um beijo

De R.Cheiros a 22.04.2008

Meu querido amigo todos temos as nossas fragilidades somos humanos e aqui o cromossoma não faz distinção.
E por falar em fugir se eu contasse as vezes que já tive vontade de o fazer .. Precisava de resmas de papel A4 para tanto rascunho.
Eu nem esperava por hoje ia ontem mesmo. Também não me fazia diferença se era para a direita ou para a esquerda, para norte ou para sul era mesmo ir sem destino.
O gozo que me dava imaginar a cara de certas pessoas depois deste meu desertar. (já tive varias vezes com as chaves na mão.)
Cada uma das caras tinha uma legenda (isto na minha imaginação)
-Não, ela não fazia isso, isso não são coisas dela!
-Ela nunca deixava as coisas de que gosta.. eu conheço-a (mentira)
-Impossível. Alguma vez ela ia sair sem avisar? E à noite?
- É responsável demais par fazer uma coisa destas. Alguma coisa se passou
(entre outras coisas)
-Desaparecer? Vocês são doidos: a minha mãe nunca ia embora sem me dizer nada.
Sim, principalmente este tem toda a razão, eu não ia nem vou.
Mas lá que tenho vontade muitas vezes de mandar tudo à m.... Lá isso tenho.
Mas enfim, o mundo ainda não é perfeito nem eu.
Tenho alguns momentos destes e passa sempre.
Beijo

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