Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]




O pecado mora aqui.

por R.Cheiros, em 16.04.08

 

 

 

Eu pecadora me confesso!
Podia começar assim o post: Mas ainda ninguém me conseguir definir ao certo o que é o pecado. Dizem que um dos sete “pecados” é a Inveja.
Sei que a inveja é um sentimento muito feio. Mas não consigo deixar de sentir inveja, e não é uma inveja qualquer, é uma inveja do tamanho do mundo.
Daquelas pessoas que acordam de manhã com um ar fresco, com um sorriso, ar de quem já está acordado há horas.
Falam pelos cotovelos o que para mim é impensável quando acordo, e isso leva-me a outro “pecado” a Ira.
Fico “irada” com aquelas pessoas que de manha têm sempre assunto. e dizem “Bom dia” como que  a cantar com um ar radiante, quando o que me apetece é dormir...ou pelo menos ficar em silêncio.
A preguiça é outro dos tais “pecados” sou preguiçosa daquelas que custa a acordar. Ou seja tenho sempre a sensação que me passou um camião por cima.

É sempre difícil quando tenho reuniões de manhã (daquelas bem chatas) é uma Avareza desmedida todos querem ter a ultima palavra.
A Vaidade e a Preguiça comigo normalmente andam juntas, ter que aparecer nas primeiras horas da manhã impecavelmente maquilhada e penteada e com um ar completamente leve... No fundo com bom ar!
As vezes nem uma boa base conseguem disfarçar os olhos inchados...
Já para não falar deles que estão sempre bem!
Com o seu fatinho e gravata e sem cara de sono. Como é que fazem? Acordam bastantes horas mais cedo? Fazem ginástica? cantam pelo caminho para chegar completamente despertos? Tem alguma técnica de maquilhagem que as mulheres desconhecem? Ai a Luxúria.... é um regalo há vista, o sexo oposto é realmente uma visão agradável!
É certo que tenho mau acordar, faço caretas para o espelho, tenho algumas rugas, o cabelo dá-me que fazer, mas nunca tenho olheiras:))).
E que depois de um bom café, dois,” Gula” e de um bocado em silêncio e em paz...estou pronta para um longo dia e que há noite tenho sempre um ar “normal” mas gostava tanto de acordar com melhor feitio!!!!

 

No fundo sou uma pecadora cheia de virtudes... não podemos levar tudo há letra... mas tenho algumas

Aqui Sete Virtudes estão elas.

publicado às 10:50


1 comentário

De João Cordeiro a 16.04.2008

Através da nossa amiga "coisasdocoração" aqui vim parar.
Perdido como sempre... e ela que o diga.
Adorei o teu post... De facto és uma pecadora repleta de virtudes.
Dos sete que conheço apenas não referes O Orgulho.
Mas os seis são suficientes... para se ser uma bela pecadora ;-)
Mas não seremos todos santos e pecadores?
Eu sempre procurei sinais, referências. Há muitos anos atrás, muitos de nós escutávamos episodicamente alguns pais de famílias de bem, explicar as graças de Platão e as facécias de Descartes. A isso intitulávamos exercícios práticos de Filosofia. Por vezes torturávamos ratos e outra bicharada do género. Chamávamos-lhe exercícios práticos de Biologia.
Outras vezes um aborto de óculos na ponta o nariz, arrotava impropérios contra Hitler, apelidando-o de demónio Alemão. A isso designávamos estudar.
Mas, era no café Pigalle que estudávamos humanidades e história.
Adolescentes enfermos de adolescência e de ilusão que a cada momento contemplavam o mundo e o punham em causa. Isso fazia-nos sectários e tínhamos os nossos profetas.
A tudo isto, um denominador comum: a fúria de viver, de consumir a vida.
Essa era a nossa divisa.
Eu deveria ter feito como os outros e encontrar-me, aos quarenta, pai de família, funcionário público, cansado e contando os dias para a reforma. Mas, eu próprio desafiei o destino. Atirei-me a uma destruição metódica.
Tentei sempre ir mais além… mais além no amor, mais além da raiva, mais além deste mundo visível. Inclusive por todos os meios que dispunha, álcool, drogas, a mística ou a loucura.
A verdadeira vida devia estar algures…
Toda a minha vida experimentando, falhando, recomeçando, para sair, por fim, da minha triste condição.
A família, o amor, o trabalho, as férias, o passeio ao sol, não passavam de máscaras de carnaval oferecidas às pessoas, enquanto se espera que elas ordeiramente tomem o seu lugar no cemitério.
A grande maioria morre intacta. Ou seja, pouco diferentes do que nasceram, como pedaços de carvão, não consumido, a apodrecer nas profundezas de uma velha mina abandonada à sua sorte.
Esses não consumiram a vida. E, por vezes às portas da morte, revoltam-se por terem sido enganados, por sentirem, bem nesse instante que não viveram, ou que não os deixaram viver.
Pelo menos, eu tentei sempre afastar as máscaras do degredo psíquico. Mesmo agora, gasto, esfarrapado e grogue.
Mesmo nos detalhes do rosto, quando me pormenorizo ao espelho, conto os sulcos visíveis que são uma espécie de insígnia da vida.

Um beijo

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2012
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2011
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2010
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2009
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2008
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D

subscrever feeds